A repressão policial do governo paulista a metroviários em greve e a manifestantes que foram às ruas declarar apoio à categoria já repercute em sites de jornais fora do país. Inevitavelmente, todos fazem referência à proximidade da abertura da Copa do Mundo e ao caos na capital paulista, que abrigará o primeiro jogo do mundial, na quinta-feira, 12.
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O site do Clarín, diário de maior circulação na Argentina, estampava com destaque a página da publicação na internet, na manhã de hoje: Segue o caos em São Paulo, a quatro dias do início do mundial . O texto, assinado pela correspondente Eleonora Gosman, destaca o apelo dos dirigentes sindicais metroviários ao governo federal para que também atue nas negociações e evite que a paralisação prossiga até o começo do mundial.
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O site do Le Monde, mais tradicional jornal francês, também aborda a greve e a repressão na única referência que faz com alguma relevância à Copa do Mundo no Brasil. São Paulo: a três dias do mundial, a polícia dispersa manifestantes é o título postado na parte inferior da página de abertura do site. O
O jornal Público, diário português, dá mais destaque para a Copa em sua página na web. De todo modo, é a greve e a ação da PM que recebem o maior destaque: Confrontos entre polícia e trabalhadores do metrô de São Paulo marcam quinto dia de greve é um dos principais títulos na parte superior da página. O texto informa que a empresa se nega a conceder mais 3,5% de reajuste aos seus empregados e não negocia nada além dos 8,7% já admitidos.
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O site do El Pais, da Espanha, provavelmente o mais influente jornal em língua espanhola do mundo, também noticiou o caso com destaque, sob o título Uma greve do metrô em São Paulo complica a inauguração do Mundial . A reportagem, assinada pela correspondente Camila Moraes, diz que a polícia dispersou manifestantes jogando bombas de gás lacrimogêneo sobre eles.
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A greve dos metroviários, iniciada dia 5, vem recebendo declarações de solidariedade por meio das redes sociais de todo o país. Levantamento da TV Record registrou 80% de apoio de quem respondeu à enquete. É provável que contribua para isso a proposta feita pelos metroviários, e rejeitada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), de trocar a paralisação pela liberação das catracas, para que a população viaje de graça, como forma de pressão da campanha salarial.
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Editado por Sintrajufe/RS; fonte: Hélcio Duarte Filho, LutaFenajufe Notícias








