Foram realizadas, ontem, assembleias de base no Anexo da JE e no TRE Duque, nas quais os colegas aprovaram participação nos atos públicos durante a greve e realização de assembleias semanais de avaliação. Além disso, os colegas do Anexo aprovaram proposta de realização de ato em frente ao prédio no dia 7 de maio, data de fechamento do cadastro de eleitores. Amanhã, em assembleia geral, a categoria decidirá sobre a deflagração da greve por tempo indeterminado, a partir de 29 de abril.
Nos informes, o diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira lembrou que apenas depois de a categoria ter aprovado indicativo de greve, deflagrado o estado de greve e ter realizado um grande ato em frente ao STF, foi instalada, pelo Supremo, a mesa de negociação, com a participação da Fenajufe. Foram, ainda, passadas informações sobre a mobilização, as atividades conjuntas dos federais, como o ato unificado dia 9 de abril, que contou com boa participação de colegas do Anexo da JE, as greves em outras categorias e as perspectivas no Judiciário Federal. O dirigente informou, ainda, que o sindicato protocolou, na manhã do dia 23, requerimento aos tribunais regionais buscando a regulamentação da jornada de 6 horas diárias ou 30 semanais sem redução salarial para os servidores do Judiciário Federal no RS. O diretor Ruy Almeida falou sobre o ofício que o governo encaminhou aos servidores em resposta à pauta de reivindicações. Foi um verdadeiro deboche , afirmou o diretor, pois, entre outras afrontas, o governo chega a afirmar que os trabalhadores não acumulam perdas e que tiveram aumento real nos últimos anos, quando, somente no Judiciário Federal, as perdas chegam a quase 40%.
Nas falas, em grande maioria, os colegas demonstraram grande preocupação com as ameaças à categoria e afirmaram a necessidade da construção da greve na Justiça Eleitoral em ano de eleições presidenciais, como única forma de reagir à política intransigente do governo Dilma, que não admite negociar com os federais antes de 2016, às propostas de carreira exclusiva e à PEC 59/13.A aprovação de participação nos atos públicos da categoria durante a greve e da proposta de ato no dia 7 de maio é fruto da disposição de luta dos colegas e visa alimentar o fortalecimento da mobilização na Justiça Eleitoral, com a realização de assembleias semanais de avaliação, a fim de que os colegas verifiquem o crescimento do movimento e a possibilidade de aumentar a participação na greve.








