
A assembleia de base da Justiça Federal de Porto Alegre aprovou, hoje, por maioria, greve de duas horas diárias a partir de 29 de abril e participação em ato público em frente ao prédio das VTs, no mesmo dia. A assembleia contou com a participação de cerca de 40 colegas.
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No início da assembleia, o diretor do Sintrajufe/RS Paulinho Oliveira falou sobre a reunião, ontem, entre o sindicato e o presidente do TRF, desembargador Tadaaqui Hirose (matéria será divulgada em breve), quando este informou que todos os presidentes de TRFs assinarão um documento contrário à proposta de carreira exclusiva. O dirigente lembrou, ainda, a instalação da mesa de negociação pelo STF, com participação da Fenajufe, o que só foi conseguido depois da pressão e da mobilização dos servidores. Como, aliás, todas as conquistas da categoria, lembrou o dirigente. Por isso, disse Paulinho, o compromisso da categoria é construir a mobilização.
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Ainda na parte destinada a informes, o diretor Fagner Azeredo informou que, hoje pela manhã, o Sintrajufe/RS protocolizou, no TRF, no TRT e no TRE, requerimento de regulamentação da jornada dos servidores em 6 horas diárias ou 30 semanais. O diretor explicou que o Sintrajufe/RS lança, hoje, a campanha Menos metas, mais saúde , em defesa da redução da jornada de trabalho, demanda incorporada às mobilizações da categoria.
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Cristiano Moreira relatou o resultado da assembleia de base da Justiça do Trabalho de Porto Alegre, realizada pouco antes e que aprovou greve a partir de 29 de abril. Informou, ainda, da mobilização no Judiciário Federal no país e das demais categorias de servidores públicos federais em greve, lembrando já há funcionários de 30 universidades federais parados e que, nessa semana, os servidores federais da educação básica, profissional e tecnológica ingressaram em greve em 11 estados.
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Durante as intervenções, a maioria dos servidores entendeu que o melhor encaminhamento, diante das condições atuais de mobilização em Porto Alegre, é realizar inicialmente greve de duas horas, construindo gradativamente o movimento. Foi lembrado que, na audiência pública do dia 15 de abril, o representante do governo disse que não tem como negociar com o Judiciário, porque é outro Poder, mas na prática o Poder Executivo corta orçamento do Judiciário e congela benefícios, os quais só são reajustados, às vezes, em ano eleitoral. Nas manifestações da maioria, ficou claro o entendimento de que o governo Dilma não quer negociar, que a categoria corre o risco de esvaziamento da carreira pela cúpula do Judiciário com propostas divisionistas e que somente a movimento unificado rumo à construção de uma forte greve poderá reverter esse quadro.
Camisetas
Durante a assembleia, foram distribuídas as camisetas da campanha salarial aos sindicalizados. O sindicato continuará a distribuição, incluindo o envio ao interior.
Por Rosane Vargas, Sintrajufe/RS
Atualizado em 24/04/2014, às 8h.
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