A proposta considerou a necessidade de retomada da mobilização da categoria e o calendário aprovado na XVIII Plenária da Fenajufe
Na tarde desta terça-feira, a assembleia de base da Justiça do Trabalho de Porto Alegre aprovou paralisação de 24 horas no dia 3 de outubro, com ato público no TRT no mesmo dia. A paralisação foi uma proposta da direção do Sintrajufe/RS, tendo em vista a necessidade de retomada da mobilização da categoria e o calendário aprovado na XVIII Plenária da Fenajufe.
Foi aprovado, ainda, a realização de mobilização, nas varas trabalhistas, às 11h, dia 23 de setembro, contra a implementação do processo eletrônico (PJe) sem discussão com os servidores e sem o devido planejamento. Seguindo o calendário do TRT, essa implementação se inicia nessa data em Porto Alegre.
Durante a assembleia, o diretor Ruy Almeida fez relatos sobre a reunião com a presidente do TRT, desembargadora Maria Helena Mallmann, no dia 9. No encontro, a partir de questionamentos dos diretores, foram obtidos avanços em relação à rediscussão de retirada de FC1, à implementação do PJe e aoprojeto de Promoção da Saúde Ocupacional dotribunal.
Em sua fala, a coordenadora-geral da Fenajufe, Mara Weber, destacou a reunião com o presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, que ignorou a reivindicação dos servidores pela antecipação da última parcela da GAJ e encaminhou o reajuste dos magistrados. A dirigente falou ainda de outras reuniões que a federação realizou no período.
Nas intervenções, vários colegas parabenizaram a direção pela vitória nas eleições e desejaram uma gestão com muita luta e vitórias. Os servidores falaram das perdas que a categoria acumula e que, na Justiça do Trabalho, se agravam com a proposta de retirada de FCs pelo TRT, entre outros pontos. Todos reafirmaram a importância da retomada da mobilização.
O diretor Cristiano Moreira ressaltou a necessidade de a categoria retomar a mobilização para voltar a conquistar melhorias salariais e de condições de trabalho. Ele afirmou que o foi visto nestas primeiras semanas de gestão, uma direção sempre presente nos locais de trabalho, é um compromisso. Para Cristiano, a categoria tem de ser manter firme na luta contra a passividade do Judiciário e os desmandos do governo Dilma, que descumpre a Constituição ao se imiscuir no orçamentode outro Poder, como fez ao excluir a previsão de recursos extras para pagar o adicional de qualificação (AQ) dos técnicos judiciários, desconsiderando a reivindicação da categoria quanto à aprovação do PL 319/2007.







