Vários sindicatos e entidades do movimento social, além de parlamentares, foram à AABB, no sábado, 31, parabenizar a Direção Colegiada e do Conselho Fiscal  do Sintrajufe/RS pela posse. Em sua saudação, a coordenadora-geral da Assufrgs e representante da Intersindical, Bernadete Menezes, disse que os companheiros vão contar conosco nesta batalha . Berna lembrou que os servidores do Judiciário lutam para que exista justiça em um país como o nosso, o que é muito difícil . E concluiu dizendo: estamos em uma nova era, em um novo momento; muito boa sorte e boa batalha .
Os que assumem hoje o fazem em outro patamar, no rastro das resistências do povo em nosso país. Assim começou sua fala o representante da Conlutas, Érico Correa, para quem o Brasil não será o mesmo depois das manifestações de junho. Érico lembrou a greve geral de 11 de julho e o esforço dos trabalhadores na mobilização de 30 de agosto. Para os diretores do Sintrajufe/RS, deu um conselho usando o escritor Tolstoi: Se queres ser universal, canta tua aldeia , ou seja, se vamos mudar o mundo, façamos o que temos de fazer, não nos submetamos aos patrões . E completou: Bem-vindo, Sintrajufe/RS, ao rol dos sindicatos combativos e de luta .
A presidente do Cpers/Sindicato, Rejane Oliveira, disse que a nova direção, certamente, fará uma belíssima caminhada . Ela ressaltou o momento importante pelo qual passa a classe trabalhadora e no qual os sindicatos têm que saber seu papel de autonomia de patrões, partidos e governos . Rejane ressaltou que os patrões sempre querem submeter a classe trabalhadora e não tenho dúvida de que os que estão assumindo [o Sintrajufe/RS] não se submeterão . A dirigente lembrou que o patrão dos professores, Tarso Genro, prometeu o piso salarial e não pagou, mas sabe aumentar os CCs e reduzir impostos de empresários. Se tiver partido e trabalhadores, estaremos ao lado dos trabalhadores; se tiver governo e trabalhadores, estaremos ao lado dos trabalhadores , afirmou.
Os vereadores Fernanda Melchiona e Pedro Ruas, do Psol-PoA, estiveram na posse. As mobilizações de junho estão produzindo fenômenos importantes, que se refletem em vários aspectos da vida do país; um deles é o retorno a um sindicalismo independente , disse Fernanda. A vitória da oposição no Sintrajufe/RS, para Fernanda, é um reflexo dessas mudanças. Os servidores do Judiciário, disse ela, são uma categoria importante, são combativos, estão sempre presentes nas greves. Pedro Ruas, que também é advogado, lembrou que começou há 36 anos na Justiça do Trabalho e acompanhou a formação do Sintrajufe/RS. Agora, ressaltou, assume uma chapa que, além dos interesses corporativos legítimos, tem um compromisso com as mudanças na sociedade e com o combate à desigualdade.
Um novo momento, que está sendo vivenciado em outras categorias, é o que acontecendo no Judiciário Federal do RS, afirmou a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados, Vera Guasso. Para ela, o novo sindicalismo deixa bem claro que, de um lado, estão aqueles que representam o poder; de outro lado, a classe trabalhadora: não existe meio do caminho, e a unidade se forja na luta , concluiu.
O fato de termos todas as forças representadas diz que todos os olhos estarão voltados para o Sintrajufe/RS , disse Eugênia Lacerda, coordenadora da Fenajufe. Ela ressaltou que sindicatos independentes de partidos e governos têm sido a escolha dos trabalhadores em todo o país e que, neste momento, é preciso conscientizar os colegas de que somente em uma luta conjunta será possível resgatar a autoestima da categoria e a carreira de fato. Para Eugênia, o Sintrajufe/RS sempre teve um papel importante na luta dos servidores nacionalmente, mas agora assume um protagonismo ainda maior.
A coordenadora-geral da Fenajufe, Mara Weber, falou em nome da direção que deixou o sindicato. Depois de dar as boas-vindas à nova direção e fazer um resgate da história da Sintrajufe/RS, desde antes da unificação. Ao terminar sua intervenção, Mara afirmou que o grupo esteve 15 anos à frente do sindicato agora se coloca como oposição à nova diretoria.
Adilson Rodrigues, diretor do Sintrajud/SP e coordenador-geral da Fenajufe, falou sobre as dificuldades do dia a dia no Judiciário, de uma categoria que, com esforço, muitas sem condições de trabalho, toca quase 20 milhões de processos. O movimento Luta Fenajufe nasceu, lembrou Adilson, depois do ataque do governo Lula na Reforma da Previdência. Exigimos que a categoria fosse dirigida pela própria categoria, e não pelo patrão, independentemente de qual seja o partido . Em relação ao Sintrajufe/RS, Adilson se disse impressionado com a quantidade de pessoas da base presentes na posse e afirmou: Quem toma posse hoje é a categoria, chega de delegação de poder .
Estavam presentes, ainda, representantes do Sintrajusc-SC, do Sindijufe-MS, da Anata, da Agetra, do Sindicato dos Bancários, do Sindicato dos Aeroviários, da APROFCMPA, do Simpe, do Sindicaixa, do Simpa, do Sindiserf, do Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, da LBL, da Andes-SN, do DCE UFRGS e do Comitê Carlos de Ré – da Verdade e da Justiça.
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