Na tarde desta quarta-feira, 23, o Sintrajufe/RS participou de ato público em defesa de um Sistema Único de Saúde (SUS) público, estatal, de qualidade e contra o avanço das terceirizações na área em Porto Alegre. A atividade, em frente à Secretaria Municipal de Saúde, foi convocada pelo Coletivo em Defesa do SUS, do qual o Sintrajufe/RS e a CUT/RS fazem parte, e pelo Conselho Municipal de Saúde.
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Representaram o Sintrajufe/RS no ato a diretora Cristina Viana e os diretores Marcelo Carlini e Paulo Guadagnin. Falando em nome do sindicato, Marcelo Carlini destacou que, no mesmo dia, estavam ocorrendo protestos contra a falta de luz, e que o setor de energia vive problemas causados pela privatização, mesma lógica que está sendo aplicada à saúde em Porto Alegre. Ele defendeu a melhoria da saúde pública, mas não a entrega ao setor privado: “a única maneira de resolver é retomar os postos e fazer com que a saúde deixe de ser foco de roubalheira”, apontou, lembrando os repetidos casos de corrupção relacionados às terceirizações no setor.
Alberto Terres, integrante do Conselho Municipal de Saúde, criticou a Prefeitura de Sebastião Melo (MDB) e o secretário municipal de saúde, Fernando Ritter, por não comparecer mais às reuniões do Conselho, evidenciando a falta de diálogo com as entidades e com a sociedade. Para ele, por conta da opção política da Prefeitura de terceirizar e privatizar, a atenção primária vive sua pior crise na cidade. Terres caracterizou a gestão Melo como “amiga da doença e dos empresários e inimiga do SUS”.


O ato teve bandeiras e cartazes reiterando a defesa do SUS e das reestatizações também em outros setores. Um dos cânticos mais entoados pelos manifestantes dizia: “O SUS é nosso! Ninguém tira da gente! Direito garantido não se compra e não se vende!”. O objetivo do ato era buscar uma abertura de diálogo com a Secretaria de Saúde para reivindicar que o secretário volte a participar das reuniões do Conselho. Representantes chegaram a ingressar no prédio para tentar uma conversa, mas foram impedidos de subir.
Ao longo da atividade, também falaram ao microfone representantes de diversas outras entidades, como a CUT/RS, o Simpa, o Sindisaúde, o Sindipetro, o Sindipolo e o Sindsepe/RS. Os e as sindicalistas denunciaram a lógica das privatizações e terceirizações, que faz com que a saúde vire objeto de lucro e gera precarização tanto do trabalho na área quanto do atendimento à população. Em Porto Alegre, criticaram, a terceirização já chegou a 96% dos postos de saúde, o que vem resultando em redução de salário e piora das condições de trabalho dos funcionários e, para a população, em piora nos serviços oferecidos e no respeito a direitos.
Para a diretora do Sintrajufe/RS Cristina Viana, “o governo Melo não cuida da população: se ocupa em gastar dinheiro em privatizações. No caso da saúde, rompe com a ideia do SUS de qualidade, universal e gratuito. Isso atinge todas e todos, por isso nossa luta pela única saída possível: a reestatização dos serviços e concurso público para provimento das vagas de trabalho”.
Ao microfone, os e as dirigentes relataram problemas do mesmo tipo em outros setores, como o petroleiro, defendendo que a luta contra as privatizações e terceirizações só poderá ser vencedora se for coletiva e unitária. A necessidade de concursos públicos também foi apontada como caminho necessário no mesmo contexto. Porém, no caso de Porto Alegre, destacaram que a opção política da Prefeitura tem sido no sentido oposto.












