Foi realizada no último domingo, 7, a 28ª Parada Livre de Porto Alegre. Com o tema “Revolte-se! Parada é Protesto”, a edição reforçou o caráter histórico do evento como espaço de mobilização política da população LGBT+ na capital gaúcha.
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A Parada deste ano ampliou sua programação e reforçou seu caráter político diante do aumento da violência contra pessoas LGBT+, especialmente mulheres cis, trans e travestis. Organizada por cerca de 20 coletivos, a manifestação reuniu 45 atrações artísticas, serviços públicos, ações de acolhimento e orientação. A tradicional passeata ganhou ainda mais força com sete trios elétricos e com a estreia da 1ª Marcha Trans de Porto Alegre, integrada oficialmente à programação da Parada.

Durante todo o fim de semana, atividades culturais, rodas de conversa e intervenções artísticas ocuparam a Casa de Cultura Mário Quintana, a Ponte dos Açorianos e a Usina do Gasômetro. Em manifesto, a coordenação da Parada reforçou o chamado à mobilização: “Não estamos nas ruas apenas para celebrar, mas para exigir políticas públicas, enfrentar retrocessos e afirmar que nossas vidas importam.”
A diretora do Sintrajufe/RS Luciana Krumenauer é uma das organizadoras da Parada Livre, pelo Coletivo Amora, um dos vinte coletivos que organizada a atividade. Para ela, foi “um evento memorável”. A dirigente aponta que, neste ano, “o tema foi muito acertado: ‘Revolte-se! Parada é protesto!’. As pessoas compreenderam que muito mais que uma celebração do orgulho LGBT+, foi um momento de protestar. E trouxeram para a Redenção sua revolta, em forma de cartazes, nas apresentações artísticas, no vestir e nos posicionamentos. Foi incrível ver os trios com seus cartazes e faixas. Contra a Lgbtfobia, contra o racismo, contra os feminicídios, hipocrisias e preconceito”.
Com informações da CUT/RS
Foto: Jorge Leão/Brasil de Fato RS
















