Na manhã desta terça-feira, 21, o Sintrajufe/RS participou, em Brasília, de mais uma atividade de mobilização contra a reforma administrativa proposta por Hugo Motta (REP-PB) e Pedro Paulo (PSD-RJ). Representado pelas diretoras Arlene Barcellos e Fabiana Cherubini, o sindicato juntou-se a outras entidades em um ato no Aeroporto Juscelino Kubitschek, na capital federal, para defender os serviços públicos contra os ataques contidos na proposta.
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No aeroporto, o objetivo foi pressionar deputados e deputadas que chegavam à cidade para a semana parlamentar. Organizada por sindicatos e federações de servidores, a manifestação deu um recado claro: os servidores e servidoras não vão aceitar a retirada de direitos nem ataques aos serviços públicos. Faixas, cartazes e cânticos disseram não à reforma de Motta e Pedro Paulo.
A atividade é parte de um conjunto de mobilizações que irá culminar, no dia 29 de outubro, na Marcha a Brasília contra a Reforma Administrativa. O Sintrajufe/RS irá enviar uma delegação de quinze dirigentes e colegas à capital federal para esse protesto, convocado pela CUT, por outras centrais sindicais, federações e sindicatos.

Conforme a diretora Arlene Barcellos, a manifestação no aeroporto, nesta terça, serviu para denunciar os retrocessos contidos na reforma: “Dialogando com quem chegava e também com quem trabalha no aeroporto buscamos mostrar o que significa para a população a reforma administrativa de Hugo Mota e Pedro Paulo, traçando o paralelo dessa com a reforma trabalhista e a reforma da Previdência, que trouxeram resultados que são sentidos na pele pelos trabalhadores e trabalhadoras”, explica. E os desafios continuam: “Seguimos agora buscando que os deputados não assinem essa PEC, e, os que assinaram, que retirem suas assinaturas. Essa reforma não pode nem iniciar sua tramitação e essa é a razão da nossa luta”, completa Arlene, reforçando a importância da unidade para fortalecer a Marcha do dia 29.
Já a diretora Fabiana Cherubini lembra que “a reforma administrativa não é uma pauta exclusiva dos servidores públicos, na medida em que é extremamente prejudicial para a sociedade como um todo. Faz renascer práticas que todos queremos afastadas do serviço público: o carteiraço, o cabide de emprego, a contratação sem concurso, rachadinhas, perseguições políticas. Por trás do marketing da ‘modernização da gestão’ o que foi apresentado é uma proposta de desmonte do Estado”. Ela destaca que apenas a luta pode derrotar a reforma: “Só com a mobilização da sociedade como um todo e dos servidores, em especial, é que conseguiremos barrar tamanho retrocesso”.












