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Parte da manhã teve homenagem a Volmar Pereira
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O Encontro foi aberto com uma fala do diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira, que, em nome da direção do sindicato, saudou o evento e a participação dos colegas. Ele fez um relato das mais recentes mobilizações realizadas pela categoria, ressaltando que o grande desafio deste momento é dar continuidade à luta, depois da maior greve da história dos servidores do Judiciário Federal no Rio Grande do Sul: “A meu ver, a luta não vai se encerrar, muito pelo contrário. O legado conquistado ao longo da greve tem que ser usado como capital político”, afirmou. Cristiano lembrou ainda a importante vitória conquistada na pauta dos 13,23%, com o sindicato tendo conseguido a extensão do pagamento a todos os servidores da JT de Porto Alegre. E destacou pautas específicas dos aposentados, como a luta pela aprovação da PEC 555, que busca recuperar direitos retirados com a Reforma da Previdência do governo Lula.
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Em seguida, foi momento de os aposentados ouvirem o relato de Felipe Néri da Silveia, integrante da assessoria jurídica do sindicato. Ele fez uma exposição sobre a atuação da assessoria tanto em pautas específicas do NAF quanto em questões mais gerais de interesse do conjunto da categoria. Uma das pautas tratadas foi a busca pela extensão da GAS para a aposentadoria, que já foi julgada improcedente no primeiro grau e agora está em Brasília, tema para o qual o Sintrajufe/RS segue atento.
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Após a exposição do advogado, teve lugar um momento de forte emoção no Encontro, com uma homenagem ao colega aposentado do TRT4 e diretor do Sintrajufe/RS Volmar Oliveira Pereira, falecido recentemente. Foi apresentado um vídeo com fotos de vários momentos de Volmar nas atividades do NAF e da direção do sindicato. Vários colegas se emocionaram ao falar dele, ressaltando que era uma pessoa que dedicava muito de seu tempo às lutas da categoria, “um companheiro que nunca será esquecido”, uma pessoa comunicativa, atenciosa, solidária. Ao final da homenagem, a diretora do NAF Luiza Secco leu uma mensagem de Santo Agostinho que sugere que as pessoas não se entristeçam ao falar de quem já partiu.
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Professor de economia fala sobre conjuntura econômica e política
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Em seguida à homenagem, foi realizada uma palestra sobre a conjuntura política e econômica nacional, ministrada pelo professor de Economia aposentado da Ufrgs e dirigente do Andes, Carlos Schmidt. O professor falou sobre o cenário de crise econômica e política que vive o país, explicando que a grande mídia distorce as razões e possíveis saídas para a crise ao defender o grande capital. Para ele, fala-se muito em corrupção, mas há um silenciamento sobre o problema da dívida pública e da sonegação de impostosnesse caso, citou a Operação Zelotes, da Polícia Federal, que apura esquemas de sonegação que envolvem empresas como os Grupos RBS e Gerdau. Em relação à dívida pública, defendeu a restrição do pagamento da dívida e uma auditoria dessa dívida. Como medidas importantes, também sugeriu o controle da movimentação de capitais que saem do país e uma profunda reforma fiscal, com a criação de impostos sobre grandes fortunas, por exemplo.
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Schmidt apresentou uma retrospecitva da história recente do capitalismo, lembrando que a primeira guerra mundial mudou o centro econômico do mundo da Europa para os Estados Unidos, tendo se seguido um período entre-guerras de relativa prosperidade. Após a grande crise de 1929, aparece como soluçãopor algum tempoo “Estado de bem estar social”, com o Estado intervindo de forma mais contundente na economia e na sociedade para regulá-las. Porém, no início dos anos 1970, o neoliberalismo começa a ganhar força e a inverter essa balança, com redução de direitos e salários, criando uma supremacia da lógica de financeirização da economia: “atualmente, os Estados atuam não para auxiliar as pessoas, mas para auxiliar as empresas, principalmente as financeiras”, afirmou o professor, completando: “o Estado neoliberal é mínimo para o social e máximo para o capital e mostra a brutal irracionalidade do capitalismo”.
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Para ele, os ajustes fiscais, nos diversos países, são feitos para que se possa manter essa supremacia do capital financeiro. O professor afirmou que, no caso do Brasil, o PT fazia a crítica dessa lógica, mas, quando chegou ao governo, passou a aplicá-la. Além disso, mesmo as políticas de transferência de renda, insuficientes e que não atacam os mais ricos, estão ameaçadas: “mesmo com a melhora que vinha acontecendo, a distribuição de renda é tão mal feita que os servidores públicos, por exemplo, estão entre os 10% mais ricos do país”, afirmou. Ao mesmo tempo, 5 mil famílias detêm um patrimônio que é igual a 40% do PIB brasileiro.
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Por fim, Schmidt chamou os sindicatos à responsabilidade de, com a mesma intensidade com que fazem as reivindicações corporativas, fazer a denúncia da lógica político-econômica que leva a esse cenário: ” a história mostra que há alternativas, mas que é preciso enfrentar interesses”, finalizou o professor.
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Na parte da tarde, eleições, palestra sobre memória e apresentação cultural
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Após o intervalo de almoço, a tarde foi aberta com o diretor do Sintrajufe/RS Ruy Almeida, que destacou a importância das lutas e da greve deste ano: “mostramos que não são eles (governo e STF) que vão colocar freios na nossa luta”. Ele lembrou que faltaram apenas seis votos para a vitória no campo financeiro, mas no campo político foram alcançadas importantes conquistas, que irão se eternizar na categoria.
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A seguir, foi conduzida a eleição para a nova gestão do Núcleo. A atual gestão acabou reeleita, sem necessidade de contagem de votos. Assim, seguem como diretores do NAF os colegas íria Edinger, Luiza Secco, Eliana Falkembach e Cláudio Rufino. Na sequência também foi realizada a eleição dos delegados do Núcleo ao VIII Congresso Estadual do Sintrajufe/RS, que aconteceria no final de semana. Nessa eleição, foram duas chapas: a Chapa 1Luta Sintrajufe, que teve 33 votos, ficando com seis delegados; e a Chapa 2Viva Voz, que recebeu 13 votos e ficou com três delegados.
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O neurologista Miguel Domingos Muratore fez, após as votações, uma importante palestra sobre memória, esclarecendo os presentes sobre a importância da memória e dando dicas sobre como cuidar da sua: “Nós somos o que a nossa memória é”, afirmou, explicando que, com a memória, “viajamos para o passado e para o futuro”. Ele ensinou aos presentes como funciona o cérebro e a transmissão de informações, ressaltando que a construção da memória passa por práticas e processos de atenção, codificação, consolidação e, por fim, evocação do que foi retido para que possa ser aplicado em novas situações.
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O neurologista explicou que há vários tipos de memória, cada um com seu papel e importância, e que alguns deles são naturalmente afetados pelo avanço da idade. Porém, para além do que é natural, diversas questões podem prejudicar a memória. Ele citou como exemplos o sedentarismo, o fumo, a falta de sono adequado, a falta de desafios intelectuais, stress, depressão. Por outro lado, seus opostos podem manter a memória saudável e reduzir os efeitos da idade sobre essa importante parte da vida de qualquer ser humano. A palestra foi encerrada com muitos aplausos e agradecimentos ao painelista.
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Após a palestra, foi momento de, como acontece em todos os encontros do NAF, um colega ser homenageado por sua dedicação e empenho nas atividades do Núcleo e da categoria. Neste ano, a homenageada foi a colega Selma Rabelo, que agradeceu a homenagem e lembrou a importância da participação nas diversas atividades e espaços do sindicato.
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Ao final do Encontro, ainda houve espaço para uma apresentação cultural, com o grupo de dança cigana coordenado pela professora Rayssa Gawasy, que apresentou alguns números de dança e convidou os presentes a dançarem junto.
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A animação tomou conta do ambiente, e seguiu depois, com um coquetel de confraternização com muitos salgados, doces e espumante.
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Por Alexandre Haubrich. Fotos: Alexandre Haubrich e Rosane Vargas.









