SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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VITóRIA: após longa batalha da categoria, equiparação entre chefias de cartório é aprovada no Senado

Após longo trabalho do Sintrajufe/RS, em conjunto com a Fenajufe e com outros sindicatos da categoria, uma demanda de muitos anos foi alcançada: o Senado aprovou, em votação simbólica, o PLC 25/2015, que prevê a isonomia entre chefias de cartórios eleitorais da capital e interior, além da criação de cargos e funções para a Justiça Eleitoral. A aprovação é uma grande conquista para os colegas da Justiça Eleitoral, que defendiam o projeto há muito tempo.

 

Após ser enviado pelo TSE à Câmara dos Deputados no final de 2013, o projeto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara (onde tramitava como PL 7027/13) apenas em 11 de março de 2015. Depois, no dia 17 de junho, o projeto foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) do Senado, sendo então enviado ao plenário, onde terminou sua tramitação legislativa de forma positiva.
 

O Sintrajufe/RS vinha defendendo em todas as oportunidades a aprovação do PLC 25/2015. Recentemente, em reunião com o presidente do TRE-RS, desembargador Luiz Felipe Brasil Santos, o sindicato solicitou o envio de ofí­cio a Senado, Presidência da República e Supremo Tribunal Federal manifestando apoio ao projeto, pedido que foi atendido pelo desembargador. Antes, em maio, juntamente com a Fenajufe, o Sintrajufe/RS reuniu-se com o relator do projeto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) do Senado, senador José Maranhão (PMDB-PB), obtendo do senador a garantia de um parecer favorável, o que acabou se confirmando.
 

Em 2014, um estudo realizado por Washington Moura Lima, economista que assessora o Sintrajud/SP, apontou que a não aprovação do projeto gerava perdas anuais de até R$ 27.368,99 por ano a servidores que atuam como chefes de cartórios eleitorais fora das capitais e de R$ 15.095,73 ao ano no caso dos chefes de cartório que atuam nas capitais.

 
O texto cria 332 cargos efetivos e 3.207 funções comissionadas para 166 zonas eleitorais no paí­s. Os 332 cargos efetivos serão divididos igualmente entre as carreiras de analista e técnico judiciário. Quanto às funções comissionadas, 3.040 serão de ní­vel FC-1 e 167 de ní­vel FC-6. O PLC 25/2015 prevê ainda a transformação de 314 funções comissionadas de ní­vel FC-4 e 2.559 funções de ní­vel FC-1 em 2.873 funções comissionadas de ní­vel FC-6. Esta é a gratificação que passará a ser paga aos chefes dos cartórios eleitorais.
 

As gratificações de ní­vel FC-1 serão destinadas a atividades de suporte técnico e assistência ao chefe de cartório. Segundo justificativa do TSE, esse conjunto de medidas pretende dar continuidade à implementação do quadro de pessoal próprio da Justiça Eleitoral nos cartórios. Levantamento da instituição revelou que 166 zonas eleitorais estão desprovidas de servidores de carreira.
 

Por fim, a proposta condiciona o processo de criação dos cargos efetivos e das funções comissionadas à existência de dotação orçamentária e a autorização especí­fica na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O projeto já tem dotação orçamentária garantida na LOA 2015, de cerca de 50% do seu impacto anual, o que seria suficiente para sua implementação a partir deste mês de julho. A luta por essa dotação orçamentária também foi impulsionada pelos sindicatos desde o ano passado, ao mesmo tempo em que se desenvolvia a busca pela reposição salarial.