SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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TSE publica Acórdão sobre GRAEL, mas não apresenta proposta concreta

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou o Acórdão do Processo Administrativo 502-76.2013.6.00.0000, relatado pela ministra Luciana Lóssio, que trata do anteprojeto de criação da Gratificação Eleitoral. Segundo o acórdão, havendo possibilidade jurí­dica e orçamentária para a implantação integral da Gratificação Eleitoral (GRAEL), incluindo os servidores ativos e inativos e, ainda, mantendo-se o pagamento de outras gratificações, nos termos dos pareceres dos órgãos técnicos desta Corte, o anteprojeto de lei deve ser encaminhado ao Conselho Nacional de Justiça e ao Congresso Nacional para análise”.
 

A forma como a GRAEL tem sido conduzida preocupa, e passa a impressão de que não há qualquer compromisso real do Judiciário com a proposta. O Acórdão é vago e não traz encaminhamentos consistentes para a implementação da GRAEL, neste ano ou no futuro. Chama a atenção o fato de a proposta ter sido aprovada no TSE justamente agora, quando a categoria, em seu conjunto, busca a aprovação da reposição salarial para todos. Além disso, o TSE não acena com qualquer negociação pelo avanço da proposta, que ainda carecerá de estudo jurí­dico, além de verificação de disponibilidade no orçamento. Posteriormente, tudo isso ainda dependerá do aval do CNJ para somente depois ser submetido à votação no Congresso Nacional. Dessa forma, além da possibilidade de não aprovação, cria-se uma distração em ano eleitoral, que pode soar como uma tentativa de enfraquecer a mobilização especialmente agora, quando nos preparamos para uma dura luta pela valorização salarial de toda a categoria. É a famosa tática do “bode na sala”.
 

Para o diretor do Sintrajufe/RS André Milán, o projeto busca frear a indignação dos servidores da Justiça Eleitoral: “É fundamental termos claro que o único intuito aqui é buscar evitar a participação dos servidores da Justiça Eleitoral nas mobilizações que estão por vir. Não podemos cair nessa armadilha, é apenas mais uma proposta que visa nos dividir enquanto categoria”, afirma.