Trabalhadores das quatro instituições administradas pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC) definiram, na segunda-feira, em assembleia, que iniciarão greve nesta quinta-feira. A decisão abrange os hospitais Conceição, Cristo Redentor, Fêmina, Criança Conceição e a Unidade de Pronto-Atendimento na zona norte e dos postos de saúde sob administração do GHC.
Os trabalhadores do Hospital de Clínicas definiram uma pauta conjunta de reivindicações e também aprovaram o seu indicativo de greve. Os servidores do HCPA estão em paralisação ontem e hoje, a fim de preparar a comunidade hospitalar para uma provável greve a partir da quinta, 27 de março, com os trabalhadores dos hospitais do GHC.
A proposta definida por 11 entidades sindicais é restringir o atendimento apenas aos casos que envolvem risco contra a vida do paciente. A intenção é manter cerca de 30% da força de trabalho para assegurar as atividades indispensáveis de atenção a casos de emergência. No GHC, trabalham mais de 8 mil pessoas; no Clínicas, são cerca de 5 mil funcionários.
Falta de negociação
A greve foi deflagrada devido à ausência de propostas e falta de negociação por parte das administrações do GHC e HCPA, ambos financiados pela União para prestação de serviço pelo Sistema único de Saúde (SUS). O pedido unificado de reajuste salarial é de 21,87%, referentes ao cálculo de recomposição para 2013/2014.
Os trabalhadores do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), que já deliberaram por entrar em greve, param a partir da meia-noite desta quinta-feira, por tempo indeterminado. Na pauta específica, além da questão salarial, estão a equiparação do vale-alimentação ao dos funcionários do Hospital de Clínicas, considerado referência para os trabalhadores federais, a retomada de negociação sobre a jornada de 30 horas, o pagamento de anuênios e gratificações, o reembolso dos gastos com transporte durante a greve dos rodoviários e melhorias nas condições de trabalho. Os trabalhadores defendem, ainda, a realização de concurso.
Privados e municipais também param
Trabalhadores vinculados ao Sindisaúde/RS dos hospitais de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e do São Lucas, da PUCRS também realizarão paralisação, segundo divulgou o jornal Zero Hora. Outra categoria que se organiza nesse sentido são os médicos municipários de Porto Alegre, que dia 19 definiram paralisação de 48 horas para os dias 26 e 27 de março.
Fontes: Correio do Povo, Zero Hora e Sindisaúde/RS, editado por Sintrajufe/RS








