SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Toma lá dá cá: governo oferece R$40 milhões a cada deputado que votar a favor do desmonte da previdência

Parlamentares de cinco partidos (DEM, PP, PSD, PR, PRB e Solidariedade) confirmaram à imprensa  que o governo Bolsonaro ofereceu destinar um extra de R$40 milhões em emendas parlamentares para cada deputado que votar a favor do desmonte da previdência no Plenário da Câmara. A proposta foi feita pelo ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

 

 

Nesta quinta-feira, 25, foi instalada a Comissão Especial que irá debater o projeto na Câmara dos Deputados, mais uma etapa da tramitação em que a força dos trabalhadores será fundamental para ampliar a pressão sobre os parlamentares e enfrentar a tentativa de patrolamento por parte do governo. 

 

 

Uma das principais promessas de campanha de Jair Bolsonaro era fazer uma nova polí­tica , acabando com o chamado 'toma lá, dá cá', que é a antiga prática de governos obterem apoio no Congresso em troca de cargos federais, verbas ou outras benesses da máquina pública. O que se tem visto, especialmente na disputa em torno da reforma da Previdência, é justamente a manutenção e o aprofundamento dessas práticas.

 

 

Mandado de segurança questiona decisão da CCJ e sigilo de dados

 

 

Ao mesmo tempo em que compra deputados, o governo fere a transparência necessária para a tramitação democrática de qualquer projeto, ainda mais no caso de uma alteração constitucional tão profunda e com tanto impacto na vida de todos os brasileiros. Os relatórios e estudos que o governo alega sustentarem os argumentos pró-reforma foram postos em sigilo e, na segunda-feira, 22, ainda antes da admissão do projeto na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara, partidos de oposição entraram com mandado de segurança pela liberação dos dados, o que não ocorreu a tempo de que fossem discutidos na Comissão.

 

 

A batalha judicial, porém, permanece. Nesta quarta-feira, 24, deputados de oposição solicitaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão da tramitação da reforma, já que o projeto, em especial no que se refere à instituição de um sistema de capitalização, fere cláusulas pétreas da Constituição.

 

 

Mobilização nas ruas e nos gabinetes

 

 

Desde o iní­cio da tramitação da reforma (e assim seguirá até o fim) o Sintrajufe/RS tem tido presença constante em Brasí­lia. Nesta semana, o diretor Rafael Scherer esteve na capital federal, acompanhou a sessão da CCJ e manteve contato direto com diversos parlamentares. Essa atuação nos gabinetes é apenas uma das ações que serão cada vez mais necessárias nesse enfrentamento. As mobilizações nas ruas, que já estão acontecendo desde o iní­cio do ano, também devem crescer, e o 1º de Maio, Dia dos Trabalhadores, será mais um momento para isso, preparando uma greve geral que se mostra cada vez mais urgente para derrotar a reforma da Previdência e garantir o direito dos brasileiros a uma aposentadoria digna.