SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Toda solidariedade aos servidores estaduais; unir os trabalhadores contra os ajustes de Dilma e Sartori

A direção do Sintrajufe/RS participou, na manhã dessa segunda-feira, 3, de ato público realizado pelos servidores públicos estaduais, que lutam contra o parcelamento dos salários anunciado pelo governador José Ivo Sartori (PMDB). As mobilizações contra os “ajustes” conduzidos por Sartori possuem raí­zes muito semelhantes às batalhas contra medidas de mesmo cunho levadas a cabo pela presidente Dilma Rousseff (PT).

No caso do Rio Grande do Sul, o parcelamento dos salários, anunciado na sexta-feira, 31 de julho, divide o vencimento dos trabalhadores em três partes: na sexta-feira foram pagos os salários até o limite de R$ 2.150,00, até o dia 13 de agosto serão pagos mais R$ 1.000,00, e o restante será pago até o dia 25 de agosto. O parcelamento salarial atinge 48% dos servidores do Executivo38% dos professores, segundo o Cpers-Sindicato, e 84,9% dos trabalhadores da segurança pública.

A grande paralisação realizada pelos servidores estaduais durante o dia de ontem culminou em um ato público que reuniu, de acordo com os organizadores, mais de 4 mil pessoas, que caminharam do Centro Administrativo ao Palácio Piratini e exigiram uma reunião com o governo. Porém, saí­ram da reunião pessimistas sobre a possibilidade de avanço nas negociações, já que o governo segue indicando que poderá manter o parcelamento salarial e aplicar outras medidas de enfraquecimento do Estado, privatizações e outras formas de “ajuste”, seguindo a polí­tica enfrentada também nacionalmente de jogar sobre as costas dos trabalhadores a crise econômica.

Os servidores do Judiciário Federal, em greve há quase dois meses, têm se mobilizado, assim como outras categorias do funcionalismo público federal. No caso dos servidores do estado, além da paralisação e do ato de segunda-feira, há a possibilidade de novas mobilizações e até mesmo de uma greve geral no dia 18. Frente às “soluções” para a crise encontradas pelos governos Dilma e Sartori, faz-se necessária a união dos trabalhadores para quem não sejamos nós a pagar a conta.