O presidente Michel Temer (PMDB) recebeu cerca de 210 deputados, a maioria deles acompanhados de familiares, na noite de domingo, 9, para convencê-los a votar favoravelmente à PEC 241/2016, que derruba recursos de áreas sociais como a saúde e a educação.
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O jantar oferecido com verbas públicas aos parlamentares é parte do operativo do governo para tentar aprovar proposta de emenda constitucional que congela o orçamento dos serviços públicos por 20 anos. A PEC 241 levará a cortes bilionários nas previsões orçamentárias destinadas a áreas como saúde e educação. Nota da Procuradoria-Geral da República, enviada ao Congresso Nacional, afirma que a proposta é inconstitucional e pode inviabilizar o funcionamento do sistema judicial.
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Ao lado da primeira-dama, Marcela Temer, o contestado presidente recebeu os convidados, cujos carros oficiais fizeram fila na entrada do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, em Brasília. O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), também compareceu.
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De acordo com os jornais, Temer teria dito que é inadmissível a existência de movimentos contrários à PEC 241frase que pode reforçar o clima repressivo já instalado nos últimos dias na Câmara dos Deputados por conta da votação da proposta na comissão especial. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), convocou sessões para esta segunda-feira, 10, para tentar aprovar a PEC 241 em plenário.
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O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais organiza mobilizações nos aeroportos, para abordagem inicial dos parlamentares, e no Congresso. Todos os servidores estão convocados a ajudar na pressão contra a aprovação da proposta que pode inviabilizar os serviços públicos gratuitos no Brasil. Quem desejar participar, deve contatar a sua entidade sindical para saber onde haverá atividades.
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O Sintrajufe/RS enviou a Brasília uma caravana para participar da pressão contra a PEC. Visando reforçar essa mobilização, no último sábado, 8, os servidores do Judiciário Federal no Rio Grande do Sul aprovaram paralisação de duas horas no dia 25 de outubro, com ato em frente ao TRT4, e participação da greve de 24 horas no dia 9 de novembro (ou outra data que for tirada pelas entidades) e ato unificado que vier a ser construído.
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Editado por Sintrajufe/RS; fonte: LutaFenajufe Notícias, por Hélcio Duarte Filho.









