Dias após anunciar a volta do Programa de Demissão Voluntária (PDV), Michel Temer (PMDB) planeja novas estratégias junto a aliados no Congresso que vão atingir os servidores federais do Executivo. O governo estuda elevar a contribuição previdenciária desses servidores de 11% para 14% e reduzir benefícios como auxílio-alimentação, auxílio-transporte e auxílio pré-escola. Não está descartada a possibilidade de adiar ou cancelar reajustes dos servidores federais do Executivo previstos para janeiro de 2018.
Essas medidas fazem parte da estratégia de executar no Brasil a ideologia do Estado mínimo, precarizando ainda mais o serviço público e cortando direitos dos trabalhadores, para destinar ainda mais recursos para juros e amortizações da dívida pública. O serviço da dívida, que consome quase metade do orçamento da União, é conhecido também por bolsa-banqueiro , uma vez que os maiores credores dessa dívida são justamente os bancos. A Emenda Constitucional nº 95, aprovada no fim do ano passado e que congelou os gastos sociais por duas décadas, não limitou os gastos financeiros do governo, apenas os gastos primários, como saúde, educação, segurança e transporte.
Todas as medidas que Temer e Henrique Meirelles (um representante dos bancos) estão tomando servem para aumentar o abismo existente entre ricos e pobres em um país que já é campeão mundial de desigualdade. Temer tira dos aposentados, dos trabalhadores e dos servidores públicos para dar pra grandes empresários e para banqueiros. Por isso que, segundo pesquisa recente do Ibope, 82% dos brasileiros avaliam que o país está no caminho errado. Só 5% dos brasileiros aprova o governo Temer, índice menor do que José Sarney, Fernando Collor e Dilma Rousseff no auge da impopularidade.
Para o diretor do Sintrajufe/RS Rafael Scherer, Temero impopularcomeça propondo essas barbaridades para os servidores do Executivo, como PDV, elevação da alíquota previdenciária e a redução do valor dos benefícios, mas sabemos uma hora respinga no Judiciário também. Todo dia é um novo ataque. Não dá mais pra aguentar esse governo. Por isso é importante não sair das ruas para pressionar os deputados a votarem a favor da denúncia contra Temer e também para que não tenham a ousadia de colocar em pauta novamente a reforma da Previdência .









