O Superior Tribunal de Justiça (STJ) informou que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) terá de se pronunciar em até cinco dias sobre documentos apresentados pelo sindicato dos servidores do IBGE, nos quais informa que está sendo cumprida a liminar, expedida no início de junho, que determina a manutenção de 70% dos servidores em cada unidade da instituição durante a paralisação. Na semana passada, o IBGE informou ao STJ que a liminar estava sendo descumprida. O despacho da ministra Asussete Magalhães foi feito na noite de terça-feira. O STJ está em recesso até agosto e qualquer ordem de urgência será decidida pela presidência do tribunal.
A greve dos servidores do IBGE não tem sido bem aceita pela direção da entidade. De acordo com o Sindicato Nacional dos Servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Assibge-SN), o IBGE está demitindo funcionários temporários que aderiram à greve. Ana Carla Magni, diretora da Assibge-SN, diz que a medida tomada pela direção do órgão é grave, pois os trabalhadores temporários representam 70% da coleta de dados em algumas unidades do instituto, e acrescenta que eles estão em uma situação limite, com alto grau de precarização: Eles recebem um pouco mais do que o salário mínimo, com uma responsabilidade intensa, basicamente as mesmas atribuições que os trabalhadores efetivos, e alguns chegam a fazer trabalho de supervisão .
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A greve dos servidores do IBGE teve início no dia 26 de maio, pedindo, além de aumento salarial, a saída da presidente da entidade e eleições diretas para presidente e chefes de Unidades Estaduais. Os grevistas também lutam contra o corte de 14% no orçamento do IBGE em 2014.
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Editado por Sintrajufe/RS; com informações do Sindijufe-MT, da Agência Brasil e do Portal Correio.








