No começo de junho, o STJ considerou, liminarmente, ao menos três greves de servidores federais como abusivas: dos servidores do ministério da Cultura, dos técnicos administrativos das universidades federais, e dos profissionais em educação básica, profissional e tecnológica.
Impondo multas de R$ 200 mil por dia aos sindicatos, corte de ponto com anotação de falta injustificada e altos percentuais de trabalho, o STJ minou a força dos servidores. A imposição de multa é uma afronta ao direito constitucional de greve, pois inviabiliza o seu exercício. Inviabiliza a própria atividade sindical , avalia Paulo Barela, dirigente da CSP-Conlutas.
Governo não negociou
As entidades sindicais recorreram e, em reunião com o ministro do STJ, Napoleão Nunes Maia Filho, demonstraram que o governo Dilma não abriu diálogo. Os trabalhadores representados pela Fasubra, por exemplo, ficaram em greve por mais de 100 dias sem nenhuma resposta do governo.
Em 25 de junho, o ministro do STJ intimou o Ministério do Planejamento a realizar uma negociação produtiva com os servidores e impediu o corte nos salários e o lançamento de falta injustificada na folha de ponto. Caso a decisão não seja cumprida pelo governo, a liminar do início do mês será revogada.
Mesmo com essa decisão, os servidores têm poucas razões para acreditar numa mudança de postura do governo: Não acredito em nenhuma novidade que seja positiva aos trabalhadores , diz Gibran Ramos Jordan, da coordenação geral da Fasubra, que teria reunião com o Planejamento, ministério da Educação e Advocacia Geral da União nesta terça-feira, 1º de julho. Para o dirigente, o que fica evidente com essa liminar é a truculência do governo para lidar com os trabalhadores: Essa decisão é o reconhecimento da intransigência do governo , argumenta.
Editado por Sintrajufe/RS; fonte: Sintrajud/SP.








