O governo e o STF ainda não voltaram a se reunir para negociar possíveis recursos para os projetos salariais do Judiciário Federal, de acordo com o que informou a servidores o diretor-geral do tribunal, Amarildo Vieira. A prometida negociação, na qual o Ministério do Planejamento apresentaria uma contraproposta, chegou a ser sinalizada pelo governo e pelo Supremo para acontecer antes do segundo turno das eleições, o que de fato não ocorreu.
Em encontro na tarde de quarta-feira, 5, o diretor do STF disse a representantes da Fenajufe que o ministro Ricardo Lewandowski reafirmou que não aceitará negociar recursos para o projeto salarial dos juízes em separado do reajuste dos servidores. Não se discutiu, no entanto, o que acontecerá caso o Congresso Nacional aprove apenas o projeto que aumenta os subsídios dos magistrados. Os dois projetos passaram pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (Ctasp) na mesma quarta-feira, a primeira das três comissões pelas quais eles vão tramitar na Câmara.
O representante do Supremo disse que não havia sequer conseguido falar com o secretário de Relações do Trabalho do Planejamento, Sergio Mendonça, para tentar marcar uma nova reunião com o governo. Disse ainda que não há, até o momento, qualquer contraproposta do governo de Dilma Rousseff (PT): Defendemos que ele pressione Lewandowski para que as negociações aconteçam e ele ficou de conversar com o ministro , disse Eugênia Lacerda, da coordenação da Fenajufe, que integrou a comissão que participou da reunião. Ela avaliou que, sem nada de concreto até o momento, os servidores devem estar prontos para novas mobilizações para pressionar o governo Dilma, o Congresso e o STF a buscarem uma solução para a enorme defasagem salarial que a categoria enfrentae evitar eventuais saídas que atendam apenas aos magistrados.
Editado por Sintrajufe/RS; fonte: LutaFenajufe, por Hélcio Duarte Filho.








