O Sintrajufe/RS participou, na manhã desta sexta-feira, 4, de ato realizado por professores e funcionários da Escola Estadual Ernesto Dornelles contra o cerceamento da liberdade de manifestação.
O sindicato havia afixado uma faixa na entrada da escola escrita Não à Reforma da Previdência . Com tanta coisa importante para fazer, o deputado estadual Marcel Van Hatten (PP) implicou com a faixa e alegou que iria solicitar das autoridades providências para que a faixa fosse retirada e também pedir uma investigação sobre as circunstâncias de sua colocação . Segundo o deputado, a colocação de uma faixa contra a reforma da Previdência seria uma manifestação ideológica .
Crédito: Cpers
No ato, foi recolocada a faixa do Sintrajufe/RS contra a Reforma da Previdência, que havia sido retirada após ataques públicos do deputado. Uma faixa idêntica também foi afixada na entrada da Escola Ernesto Dornelles pelos próprios professores e funcionários, em apoio ao debate crítico e à liberdade de opinião nas escolas.
Cerca de 600 pessoas estiveram presentes no ato. Além de colegas do Judiciário Federal e servidores da escola, a manifestação teve apoio do Cpers, que realizou, também nesta manhã, ato contra o governo Sartori e o parcelamento de salários.
O diretor Cristiano Moreira representou o Sintrajufe/RS, ressaltando a união da classe trabalhadora. Nesse momento, mais do que nunca, precisamos nos unir porque estamos sendo atacados nas esferas municipal, estadual e federal. É o mesmo time que vem tentando esmagar e retirar nossos direitos. É necessário dizer ao Temer, ao Van Hatten e ao Sartori: não vão nos calar. Nós vamos continuar resistindo e defendendo os nossos direitos . Por fim, Cristiano reafirmou o apoio do Sintrajufe/RS à luta dos professores estaduais.
Antônio Neto, professor da Escola Ernesto Dornelles, destacou a parceria de anos da instituição com o Sintrajufe/RS e a necessidade de lutar contra os ataques aos direitos dos trabalhadores e à liberdade de expressão. Não se trata apenas de manter a faixa mas também de preservar nossa autonomia política, como trabalhadores e como parte da população. A gente entende que há necessidade de que as escolas públicas sejam mais do que um espaço de ensino e de aprendizagem, que seja um espaço de debate político permanente e de resistência contra esse conjunto de medidas que o governo federal vem realizando contra todos os trabalhadores , afirmou.










