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O TEA é um conjunto heterogêneo de síndromes. Algumas das principais características do autismo são o comprometimento da interação social, da comunicação verbal e não verbal e comportamentos repetitivos e estereotipados, que podem variar desde das formas mais leves até as mais graves. As causas, ainda não totalmente conhecidas, são possivelmente mulfatoriais, incluindo genética e ambiente.
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Pode ocorrer que pacientes autistas tenham as chamadas ilhas de habilidades e manifestem, por exemplo, facilidade no aprendizado da leitura, memória excepcional, dom para o desenho e outras áreas. É comum também uma certa obsessão por sistemas, organização, habilidades avançadas para uso de máquinas, computadores, eletrônica. Mas é também comum que os autistas não apresentem essas altas habilidades.
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O comportamento repetitivo pode ou não estar presente. Distúrbios do desenvolvimento da linguagem, epilepsia, transtornos neuropsiquiátricos e deficiência mental podem coexistir. A síndrome é mais comum do que se pensa; atinge, por exemplo, mais pessoas do que os casos infantis de câncer, diabetes e Aids somados.
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Não existe tratamento médico específico para o autismo. O diagnóstico precoce e um acompanhamento digno são importantes para que os autistas alcancem seu potencial máximo. Os medicamentos podem ser utilizados para tratar outras condições, como hiperatividade e redução das estereotipias. O mais eficaz é um tratamento multidisciplinar, incluindo atuação de diversos profissionais como psiquiatra, neurologista, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional.
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As inclusões escolar e social são fundamentais. Mesmo que os autistas, apresentem sensibilidade ao excesso de luz e barulho ou se mostrem retraídos ou até mesmo inquietos e nervosos frente a novas pessoas e situações, a interação é sempre positiva, inclusiva para pais e mães; que muitas vezes sofrem com o preconceito e com o afastamento de familiares e amigos. A convivência com o autismo é um aprendizado; aprende-se que as limitações se fazem pequenas frente a cada superação, aprende-se a dimensionar o valor de pequenos gestos e conquistas, que se tornam grandes. Aprende-se, enfim, a respeitar, de fato, o diferente.
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Sintrajufe/RS, com informações do jornal Metas e do Instituto Autismo e Vida
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