Aconteceu neste início de semana, segunda e terça-feira, o Encontro dos Servidores com Deficiência do TRT4. O evento foi realizado no auditório das varas trabalhistas. Um dos painéis foi realizado pelo Sintrajufe/RS, com o sindicato abordando o contexto de trabalho, condições de acesso e permanência do servidor com deficiência no Judiciário Federal.
O Encontro teve início na segunda-feira com a palestra “Olhar Inclusivo”, ministrada por Gisele Oliveira, deficiente visual, psicóloga, pedagoga empresarial, orientadora educacional e instrutora da ABRH. Já na terça-feira, a parte da manhã foi dedicada à realização de oficinas de debate.
No início da tarde de terça-feira, o Sintrajufe/RS realizou um painel, como parte do Encontro. Participaram o diretor Ruy Almeida e a psicóloga Eduarda Buriol, da assessoria de saúde do sindicato. Eduarda destacou a necessidade de pensar na permanência e nas condições de trabalho das pessoas com deficiência que ingressam no Judiciário Federal, considerando-se que já há a garantia legal desse ingresso. Conforme a psicóloga, é preciso atuar em um conceito ampliado de condições de trabalho, que considere as especificidades das pessoas com deficiência.
Eduarda também falou de quatro cenários possíveis relativos às pessoas com deficiência (PCDs) no ambiente de trabalho: exclusão, segregação, integração e inclusão. Para ela, no Judiciário Federal ainda se está no terceiro estágio, havendo a necessidade de caminhar rumo ao quarto. Conforme Eduarda, espaços como o Encontro dos Servidores com Deficiência contribuem nesse processo.
Em seguida, o diretor Ruy Almeida apresentou resultados e conclusões da Pesquisa de Saúde recentemente realizada pelo sindicato. A apresentação destacou dados relativos aos servidores com deficiência. Entre outras questões, ficou demonstrado o aumento de problemas nas relações de trabalho e nas condições de trabalho entre as PCDs. Há, também, acréscimo no índice de assédio moral nesse segmento da categoriaum índice que já é alto de modo geral entre os servidores do Judiciário Federal no Rio Grande do Sul, conforme apontou a Pesquisa.
Ruy lembrou que mais estudos serão feitos a partir da Pesquisa e que, também com base nos resultados, ações já estão sendo cobradas das administrações dos tribunais no RS. Ao mesmo tempo, sugeriu que esses dados possam ser apropriados pelas PCDs e, em relação ao Encontro, possam servir também como base para as ações que serão definidas ao final do evento.









