Nesta sexta, 9, os diretores do Sintrajufe/RS Camila Breda, Cristiano Moreira, Laís Strelow e Rafael Scherer protocolaram ofício ao Presidente do TRF da 4ª Região, Luiz Fernando Wowk Penteado, juntamente com um abaixo-assinado com a assinatura de mais de 1000 servidores da JF e do TRF.
No abaixo-assinado, de iniciativa do Sintrajufe/RS, os servidores manifestam a defesa da implementação de um plano de saúde em bases similares às utilizadas pelo TRT4 e pelo TRE-RS. Atualmente os servidores da Justiça Federal do Rio Grande do Sul e TRF da 4ª Região possuem apenas um programa de assistência médico-hospitalar, similar a um convênio, tendo que arcar com grandes custos toda vez que passam por problemas de saúde, invariavelmente restando endividados.
No ofício, o sindicato também apresenta estudo elaborado pelo economista Washington Luiz Moura de Lima, demonstrando a viabilidade orçamentária de, pelo menos, serem providenciadas melhorias no atual programa oferecido pela administração, já que, nos últimos anos, houve significativas sobras orçamentárias em despesas com assistência médica.
O sindicato solicita, ainda, agendamento de reunião com a presidência do TRF4 para tratar dessa pauta, a fim de poder levar eventual encaminhamento à apreciação da categoria em suas legítimas instâncias.
A administração do TRF4 divulgou, nos últimos dias, dados comparativos entre os custos do convênio de saúde da Justiça Federal e os planos de saúde existentes nas justiças trabalhista e eleitoral. A administração alega que o convênio é mais barato para mais de 70% dos usuários. No entanto, não leva em consideração a (im)previsibilidade dos gastos, a segurança de um plano de saúde corporativo e o índice de endividamento dos colegas.
De acordo com a diretora do Sintrajufe/RS e colega da Justiça Federal, Camila Breda “o grande número de assinaturas demonstra a mobilização da categoria para este tema tão sensível como a assistência à saúde. Existe uma clara insatisfação com o convênio de saúde existente na Justiça Federal, sobretudo em razão da imprevisibilidade de determinados gastos e o alto endividamento gerado a alguns colegas. Além disso, há orçamento que possibilite, pelo menos, melhorias no atual programa oferecido à categoria”.
A diretora Laís Strelow, também servidora da Justiça Federal, acredita que a situação de endividamento por problema de saúde é inaceitável: “estamos mostrando que essa situação de insegurança só existe na JF/TRF. Isso não ocorre em outros ramos, onde temos colegas plenamente cobertos pelo plano de saúde, sem contrapartida em internações, cirurgias, exames e demais procedimentos. Não precisamos passar por isso. A isonomia do plano de saúde em comparação a outros ramos do Judiciário é uma pauta histórica da categoria. Não descansaremos até sermos atendidos pela administração”.









