
A caravana do Sintrajufe/RS está desde ontem em Brasília, onde trabalha pela rejeição da PEC 241/16 em segundo turno na Câmara dos Deputados. Estão representando o sindicato os diretores Cristiano Moreira e Rafael Scherer, e os colegas Eduardo Dutra (JF Novo Hamburgo), Eduardo Nunes da Silva (TRT), Luiz Antônio Manfredi (JF Passo Fundo) e Paulo Roberto Costa da Rosa (JT POA).
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Durante todo dia, foi feito um trabalho de pressão na Câmara, junto a deputados, buscando a rejeição da PEC. Até o fechamento desta edição, os representantes da categoria estavam na Câmara dos Deputados, onde há um grande número de pessoas nas galerias protestando e exigindo a rejeição da PEC. Estavam sendo votados requerimentos, com a oposição buscando atrasar a votação. No final da tarde, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mandou que as galerias fossem esvaziadas, mas voltou atrás. Ainda assim, ameaçou que, se houver protestos, as pessoas serão retiradas.
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A Fenajufe está usando como mote PEC 241, a PEC da impunidade no protesto contra a proposta do governo que estabelece o novo teto para os gastos públicos. Com o congelamento dos investimentos nos Três Poderes da República pelos próximos 20 anos, previstos na proposta, a Fenajufe entende que haverá redução de concursos públicos, o que afetará o quadro de servidores, juízes e promotores. Com isso, o espaço para impunidademácula que pesa sobre a justiça Brasileira comumente tachada de lenienteapresentará consideráveis brechas.
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Segundo estudo do economista Washington Luiz Moura Lima, que assessora o Sintrajud/SP, orçamento do Poder Judiciário Federal perderia R$ 13,5 bilhões, somente em 2016, caso as regras da PEC 241 estivessem em vigor há 15 anos. A quantia equivale a 35,65% de toda a previsão orçamentária do Judiciário Federal para este ano.
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Se aprovada pelos plenários da Câmara e do Senado, a PEC 241/16 abre caminho, também, para a reforma da Previdência, que deve chegar ao Congresso em novembro. O governo quer sair fortalecido dos embates agora e, assim, garantir as reformas que serão encaminhadas ao Legislativo. O ônus, como sempre, recairá sobre os ombros dos trabalhadores brasileiros, especialmente, dos servidores públicos.
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Mobilização constante
Durante todo dia de ontem, em todo o país, aconteceram atos e caminhadas contra a PEC 241/16. No RS, o Sintrajufe/RS realizou ato público em frente ao TRT4, com a participação de servidores da Ufrgs e do IBGE.
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Desde as primeiras horas da manhã, dirigentes da Fenajufe e servidores se uniram a delegações vindas dos estados e deram início à recepção dos parlamentares no aeroporto de Brasília. Faixas, cartazes e brados de ordem deram o tom da rejeição da PEC 241. Do lado de fora, um painel exibia vídeo da campanha disparada pela Fenajufe no fim de semana, mostrando à população que, sem investimento, haverá menos Justiça no Brasil e sem Justiça, restará a impunidade. O mesmo painel visitou as sedes dos tribunais em Brasília, convocando os servidores a participarem do Dia Nacional de Luta do Serviço Público. Na noite da segunda-feira, 24, em Brasília, o Sintrajufe/RS participou, juntamente com outras categorias, de um ato público em frente à residência do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O deputado oferecia, naquele momento, um banquete aos parlamentares da base aliada, com o objetivo de motivá-los à votação da PEC 241/2016, marcada para esta terça-feira, 25.
 
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Até o fechamento da matéria, a sessão estava em andamento e a votação ainda não havia ocorrido. Sintrajufe/RS segue no plenário pressinando contra a PEC 241/16.
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Sintrajufe/RS, com informações da Fenajufe e do Sintrajud/SP
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