SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Sintrajufe/RS participa do II Seminário Nacional sobre Saúde do Servidor e PJe, em Brasí­lia

 

Nos dias 10 e 11 de outubro, o Sintrajufe/RS participou do II Seminário Nacional sobre Saúde do Servidor e PJe (Processo Judicial Eletrônico), em Brasí­lia. No seminário, organizado pela Fenajufe o Sintrajufe/RS esteve representado pelo diretor Fagner Azeredo e pelo médico do trabalho e assessor do sindicato Fernando Feijó. O destaque dos debates foi a preocupação com o aumento do assédio moral e do adoecimento dos servidores a partir dos novos modelos de gestão, incluindo a implantação do PJe e o estabelecimento de metas. Também foi manifestada grande preocupação com o crescente número de casos de suicí­dio no Judiciário, com o agravante de que nunca é reconhecido o nexo com o trabalho.

O seminário teve painéis discutindo temas como reestruturação produtiva no Judiciário, condições de trabalho e saúde, metas, processo eletrônico, novos modelos de gestão, e assédio moral. Foi elaborado ainda um documento que será apresentado no VIII Encontro Nacional do Poder Judiciário, organizado pelo CNJ e no MPU.


 
Durante o seminário, foi apresentado pelos diversos painelistas um quadro extremamente preocupante não apenas entre os servidores do Judiciário, mas no conjunto do funcionalismo público. A restruturação do modelo de produção no mundo do trabalho, com foco no desempenho individual e sem levar em consideração o bem-estar dos trabalhadores, se consolidou na iniciativa privada e está migrando a passos largos para o setor público, de forma que a intensificação do trabalho, a cobrança constante por resultados, o assédio moral e o consequente adoecimento dos trabalhadores e trabalhadoras hoje não são exclusividade de grandes empresas, passando a ser rotina também no serviço público.

 
No Judiciário, a eletronificação dos sistemas processuais não só aumentou em muito a demanda de trabalho (sem o necessário incremento no quadro funcional), mas também criou ferramentas ainda mais eficientes de controle individual de produção, o que possibilita a utilização do assédio moral como verdadeiro instrumento de gestão de pessoas.


 
Na avaliação do diretor Fagner Azeredo, é preciso que nossas entidades sindicais ocupem os espaços de discussão sobre as condições de saúde no trabalho dos servidores do Poder Judiciário e MPU, em especial os organizados pelas administrações, como forma de pressionar a cúpula destes órgãos para que implementem medidas de melhoria das condições de trabalho, promoção de saúde e prevenção do adoecimento no trabalho. Nossa categoria durante muito tempo se concentrou nas pautas econômicas, e precisa atentar à sua própria saúde, que tem servido como combustí­vel para os ‘avanços’ na prestação jurisdicional”.