No início da tarde desta terça-feira, 9, o diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira participou do programa Esfera Pública , na Rádio Guaíba, que tratou do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Participaram também o procurador Celso Três, o professor da PUC especialista em Comunicação Jacques Wainberg, e, por telefone, o professor de Direito Penal da USP Salomão Chekaira. O programa teve a apresentação de Juremir Machado da Silva.
Um dos temas abordados no programa foi a polêmica em torno de publicação da colega da JF Daniela Kreling Lau, no perfil pessoal dela no Facebook, sobre o julgamento de Lula. Sobre o assunto, o Sintrajufe/RS divulgou nota pública, na segunda-feira, 8, em que defende a democracia e a liberdade de expressão. Essa posição foi reiterada por Cristiano no programa. O diretor explicou que qualquer cidadã ou cidadão têm o direito de livre manifestação, ainda mais quando utilizam canais como perfis pessoais nas redes sociais. O sindicalista destacou que os servidores não julgam os processos e, no caso concreto, a colega sequer teve contato com os autos. Lembrou que, ao contrário dos magistrados, que possuem vedação à participação em manifestações político-partidárias, os servidores não possuem tal limitação e, excetuado o ambiente da repartição, têm garantida a livre expressão de opinião, como deve ser garantido, igualmente, por exemplo, àqueles servidores que defendem a absolvição do ex-presidente.
O que está em jogo, disse o diretor, é a democracia, a liberdade de expressão. A polarização que se instalou na sociedade brasileira não pode ameaçar o direito das pessoas de se manifestar. Isso, explicou, levou a direção a publicar a nota, que não significa um alinhamento à opinião da servidora, mas a defesa do direito dela de se expressar: No momento em que pedimos mais democracia, é contraditório buscar cercear esse direito. Cristiano afirmou que se um servidor que defendesse uma posição diferente da colega e sofresse a perseguição pela qual ela está passando, com parlamentares oficiando até mesmo o STF e o CNJ pedindo sua punição, o sindicato também se colocaria ao lado do servidor. Ele questionou como seria se os servidores estaduais que pedem Fora, Sartori , que têm salários parcelados e direitos retirados, fossem impedidos de se manifestar, com implicações funcionais: abre-se um precedente muito perigoso, concluiu.









