Na quinta-feira, 26, o diretor Ruy Almeida representou o Sintrajufe/RS em um painel sobre serviço público no MPU e no Judiciário. A atividade integrou a Semana do Servidor, organizada pelo Núcleo de Assistência à Saúde e Bem-Estar da Procuradoria Regional da República da 4ª Região (PRR4). Também compuseram a mesa o painelista Rodrigo Navarro de Aguiar, dirigente da Seção RS do Sindicato Nacional dos Servidores do MPU e do CNMP (Sinasempu), e o mediador Gerson Albrecht Anversa, servidor do MPF.
Mobilização
As lutas da categoria do Judiciário Federal e do Sintrajufe/RS foram destacadas por Ruy. Uma delas foi a união de entidades com a criação do Fórum Gaúcho em Defesa da Previdência, que conseguiu, por cerca de 30 dias, a suspensão da propaganda enganosa do governo sobre a reforma da Previdência em nível nacional. Ao falar sobre os grandes ataques sofridos pelos trabalhadores de forma geral e pelo funcionalismo em especial, Ruy afirmou que o cenário precisa ser de resistência, no sentido de retomar o patamar de grandes mobilizações, mencionando como exemplos a grande greve da categoria em 2015 e a greve geral de abril de 2016. É preciso traduzir a indignação em mobilização , afirmou, lembrando que ainda há muito o que enfrentar, como a reforma da Previdência e a ameça à estabilidade dos servidores públicos.
Especificamente sobre o Judiciário, Ruy explicou para os servidores do MPF presentes os problemas que estão na ordem do dia, como a proposta de reestruturação na Justiça Federal, o secretarião , que significa o aumento da precarização do trabalho; os ataques sofridos pela Justiça do Trabalho, com ameaças de extinção; e o rezoneamento, com previsão de extinção de zonas eleitorais e enfraquecimento da Justiça Eleitoral.
Resistência
Rodrigo de Aguiar concordou que a resistência tem que ser forte, com mobilização e convencimento, para barrar as reformas, como a da Previdência. E assinalou que as propostas que estão sendo apresentadas pelo governo não são reformas, mas ataques abertos, escancarados contra os trabalhadores. Rodrigo também chamou a atenção para a terceirização, que poderá, na opinião dele, substituir todos os cargos, se não houver um enfrentamento.
Para o diretor do Sinasempu, é preciso que se pense não apenas no presente, mas nas futuras gerações, nos filhos e netos dos atuais trabalhadores, que não terão perspectivas: a gente precisa de muita união entre todas as categorias, somos todos trabalhadores e trabalhadoras .
Os dirigentes concordaram que, além da resistência, é preciso produzir pautas positivas. Ruy lembrou que o Sintrajufe/RS está defendendo o reajuste de benefícios, sempre coloca em pauta a jornada de 6 horas, entre outros pontos. Temos que fazer o contraponto ao recrudescimento e lembrar que os ganhos do funcionalismo refletem em ganhos para o setor privado. A gente trabalha por melhorias para todos.
Quando alguns dos presentes elogiaram as atividades e as mobilizações promovidas pelo Sintrajufe/RS, Ruy afirmou que tudo passa por uma organização forte da categoria . Ao tratar do tema, Ruy fez uma provocação aos presentes, questionando sobre por que não há um sindicato unificado dos servidores do Judiciário Federal e do MPU, já que ambas as categorias têm muitos interesses comuns, como a estrutura de carreira e a natureza do trabalho. Vista com simpatia pelos presentes, foi sinalizado que essa é uma discussão que pode ser amadurecida no âmbito do Judiciário Federal e do MPU no Rio Grande do Sul.
Por Rosane Vargas, Sintrajufe/RS









