
O Comitê Sindical de Apoio e Solidariedade às Mobilizações em Curso e contra a Criminalização dos Movimentos Sociais, do qual o Sintrajufe/RS faz parte, fará, nesta quinta-feira, 10, às 18h, em frente ao Palácio Piratini, o ato de lançamento da Campanha contra a Criminalização dos que Lutam. O Comitê foi criado por mais de 30 entidades, como Cpers/Sindicato, Sindiserf, Sindisprev, Andes Seção RS, Assufrgs, SindiCaixa, Simpa, CSP Conlutas, Intersindical e DesobedeçaLGBT, para fazer frente aos ataques que os movimentos social e sindical têm sofrido desde que tomaram corpo as manifestações de junho.
No Rio Grande do Sul, no último período, militantes estão sofrendo perseguições do governo Tarso, com invasão de domicílio e apreensão de documentos, computadores, celulares e até mesmo de livros considerados suspeitos , em uma reedição de ações da ditadura civil-militar. Os órgãos de segurança estão atentos a qualquer movimentação, o que ficou comprovado quando o Sintrajufe/RS estava colocando as faixas da mobilização do dia 3 de outubro. Os diretores e os funcionários foram abordados por quatro viaturas da Brigada Militar, com pessoas retiradas dos carros sob a mira de revólveres. No Rio de Janeiro, a violência policial toma as manchetes dos noticiários e o governo daquele estado chegou ao extremo de enquadrar manifestantes na Lei de Segurança Nacional.
Por esse acirramento por parte dos governos, é preciso que o movimento sindical e social organizado mostre que não aceita a repressão de seu direito constitucional de manifestação. No Rio Grande do Sul, amanhã voltaremos às ruas exigindo:
¢ A garantia de liberdade de manifestação dos movimentos social e sindical: protesto não é crime!
¢ A retirada imediata dos processos contra os que lutam por direitos;
¢ O afastamento dos responsáveis pela perseguição política;
¢ A imediata demissão do secretário de Segurança, Airton Michels;
¢ A devolução de todo o material político confiscado na ação policial.







