SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Sintrajufe/RS participa de ato, nesta quinta-feira, contra a criminalização dos movimentos sociais

 

O Comitê Sindical de Apoio e Solidariedade às Mobilizações em Curso e contra a Criminalização dos Movimentos Sociais, do qual o Sintrajufe/RS faz parte, fará, nesta quinta-feira, 10, às 18h, em frente ao Palácio Piratini, o ato de lançamento da Campanha contra a Criminalização dos que Lutam. O Comitê foi criado por mais de 30 entidades, como Cpers/Sindicato, Sindiserf, Sindisprev, Andes Seção RS, Assufrgs, SindiCaixa, Simpa, CSP Conlutas, Intersindical e DesobedeçaLGBT, para fazer frente aos ataques que os movimentos social e sindical têm sofrido desde que tomaram corpo as manifestações de junho.

No Rio Grande do Sul, no último perí­odo, militantes estão sofrendo perseguições do governo Tarso, com invasão de domicí­lio e apreensão de documentos, computadores, celulares e até mesmo de livros considerados suspeitos , em uma reedição de ações da ditadura civil-militar. Os órgãos de segurança estão atentos a qualquer movimentação, o que ficou comprovado quando o Sintrajufe/RS estava colocando as faixas da mobilização do dia 3 de outubro. Os diretores e os funcionários foram abordados por quatro viaturas da Brigada Militar, com pessoas retiradas dos carros sob a mira de revólveres. No Rio de Janeiro, a violência policial toma as manchetes dos noticiários e o governo daquele estado chegou ao extremo de enquadrar manifestantes na Lei de Segurança Nacional.

Por esse acirramento por parte dos governos, é preciso que o movimento sindical e social organizado mostre que não aceita a repressão de seu direito constitucional de manifestação. No Rio Grande do Sul, amanhã voltaremos às ruas exigindo:

¢ A garantia de liberdade de manifestação dos movimentos social e sindical: protesto não é crime!

¢ A retirada imediata dos processos contra os que lutam por direitos;

¢ O afastamento dos responsáveis pela perseguição polí­tica;

¢ A imediata demissão do secretário de Segurança, Airton Michels;

¢ A devolução de todo o material polí­tico confiscado na ação policial.