SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Sintrajufe/RS participa de atividade na Femargs contra a reforma trabalhista


 

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nessa terça-feira, 6, por 14 votos a 11, o projeto de reforma trabalhista. No mesmo dia, a Fundação Escola da Magistratura do RS (Femargs), promoveu um ato público para tratar da reforma e seus malefí­cios para a classe trabalhadora brasileira. O diretor Ruy Almeida representou o Sintrajufe/RS.
 
 
Na abertura da atividade, a juí­za do Trabalho e professora da Femargs Valdete Souto Severo afirmou que apenas com forte mobilização, greves e paralisações a sociedade mostrará que não está a favor da reforma e poderá derrotá-la. Ela ressaltou que já se sabe que mais de 800 emendas à reforma, todas contra os direitos dos trabalhadores, saí­ram de computadores das confederações que defendem os interesses dos empresários e, inclusive, de máquinas do próprio Tribunal Superior do Trabalho (TST). Ao falar sobre as denúncias de financiamento de campanhas de parlamentares por grandes conglomerados, Valdete foi taxativa: Talvez estejamos diante de uma mercadoria [a reforma] que já foi paga e agora os credores estão ávidos cobrando.
 
 
Manifestaram-se durante a atividade, Ruy Almeida, os professores da Femargs Atilia Roesler e Celso Rodrigues; a advogada trabalhista e conselheira da OAB-RS Maria Cristina Carrion; o desembargador do TRT4 Luiz Alberto de Vargas; o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí­ Edson Dorneles; a advogada e diretora da Associação Gaúcha de Advogados Trabalhistas (Agetra) Luciane Toss; o vice-presidente da Associação dos Peritos da Justiça do Trabalho do RS (Apejust), Giovani Forneck Flores; além de advogadas e advogados que participam de grupo de estudos da Femargs sobre direito do trabalho.
 
 

 
 
Os presentes foram unânimes em apontar que a reforma em tramitação destrói direitos e o próprio Direito do Trabalho, além de promover o esvaziamento da JT. Foram destacados argumentos falaciosos, como retomada do crescimento e redução do desemprego, o que, asseguraram, não poderá ocorrer, até porque a reforma propõe exatamente a precarização do trabalho, o crescimento do risco de acidentes (com o aumento da jornada) e, na prática, a redução de salários (com o trabalho intermitente).
Em sua manifestação, Ruy informou que o Sintrajufe/RS havia publicado, ainda ontem, nota pública repudiando a tentativa do presidente do TST, Ives Gandra Filho, de tentar censurar juí­zes do Trabalho que estão se manifestando contra a reforma, entre eles, Valdete Severo. O diretor ressaltou que o sindicato defende a livre manifestação de todos os atores sobre o assunto e que é necessário frear o crescente í­mpeto fascista no Brasil atual. Ele destacou que Ives e o ministro do STF Gilmar Mendes não agem como ministros de tribunais, mas como ministros de governo. É fundamental que eventos como este produzam efeitos lá fora, para aumentarmos a organização da classe trabalhadora, a construção da greve geral para um grande embate no dia 30, fortalecer a unidade e que esse seja um dos últimos dias da era Temer e da era das reformas , concluiu, fazendo um chamado à reedição da unidade entre servidores, magistrados, advogados e trabalhadores do setor privado, como ocorreu no grande ato em frente à JT de Porto Alegre na greve geral do dia 28 de abril.
 

Por Rosane Vargas, Sintrajufe/RS.