SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Sintrajufe/RS está na Câmara pressionando pela aprovação da reposição salarial; cenário segue indefinido

O diretor do Sintrajufe/RS Ruy Almeida está na Câmara dos Deputados, onde os servidores cobram a aprovação do projeto de reposição salarial. O requerimento de urgência do PL 2.648/15 não foi votado na segunda-feira, 4, conforme estava previsto. Com a persistência do impasse polí­tico em torno de projeto sobre a composição das comissões da Câmara, nada foi votado na segunda-feira, e a sessão extraordinária da manhã desta terça-feira, 5, não chegou a ter a ordem do dia instalada, quando de fato propostas são levadas para debate e votação. Deputados federais se revezaram em discursos na tribuna sobre variados temas, em geral relacionados à crise polí­tica. Com isso, o pedido de regime de urgência para o projeto salarial dos servidores do Judiciário Federal (PL 2.648/2016) segue sem apreciação.

A sessão ordinária, inicialmente prevista para começar às 14h, foi adiada com horário ainda incerto. Inicialmente devido à falta de acordo para votar o projeto que redefine a composição das comissões em função das novas acomodações partidárias na Câmara, nova reunião de lí­deres foi convocada para esta terça, a partir das 16h. Mas a temática mudou e o cenário ficou ainda mais instável: a reunião do Colégio de Lí­deres irá tratar agora da decisão do ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal, que determina que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), instale a comissão especial para avaliar pedido de impeachment do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP). A reunião para tratar das comissões ficou para quarta-feira, 6, de acordo com o que foi informado pela Agência Câmara.

Provavelmente somente após isso será possí­vel saber se haverá sessão e a que horas. É impossí­vel prever o que acontecerá nesta terça-feira na Câmara, devido ao quadro polí­tico instalado neste momento em Brasí­lia. Tudo muito instável e disputado aqui na Câmara, por conta da crise polí­tica e processo de impeachment em curso, com mudanças de cenários a cada instante , relata Adilson Rodrigues, dirigente da federação nacional dos servidores do Judiciário Federal e do MPU (Fenajufe) e integrante da Comissão Nacional de Negociação.

Adilson e o diretor do Sintrajud/SP Antonio Melquí­ades estiveram na liderança do governo para defender a apreciação do projeto ainda nesta terça. Foram informados, no entanto, de que o deputado José Guimarães, lí­der do governo, apresentou dez projetos já com urgência aprovada, que teriam prioridade. Requerimentos de urgência ficariam para ser votados após essa lista caso o Colégio de Lí­deres feche acordo em torno da questãoentre os requerimentos estão os projetos salariais do Judiciário Federal, do MPU e dos magistrados. Lí­deres da oposição, informa Adilson, dizem que estão em obstrução e também foram cobrados para que se abra uma janela para votar os projetos salariais dos servidores.

O diretor Ruy Almeida, em contato telefônico no final da tarde, atualizou as informações sobre os debates na Câmara dos Deputados. Ele informou que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que, por conta da decisão liminar do ministro do STF Marco Aurélio Mello de abertura de processo de impeachment do vice-presidente da República, Michel Temer, a tendência é a obstrução das votações e o encaminhamento, de forma lenta, das votações.

A crise polí­tica acaba prejudicando a apreciação da reposição salarial da categoria, que vem lutando há anos , disse Ruy, lembrando que o projeto, apesar de rebaixado, ainda encontra dificuldades para ser encaminhado. Nossa pauta não está recebendo a atenção que merece , avaliou o diretor, ao ressaltar que outros projetos, sobre os quais não há polêmica e que também são importantes, também estão deixando de ser apreciados por conta da crise polí­tica. Ruy informou que, apesar de vários lí­deres partidários manifestarem apoio à votação do PL 2.648/15, na prática, não se vê esforço ou prioridade do governo ou da oposição para que o projeto seja encaminhado: seguiremos trabalhando, pressionando para que, pelo menos, pautem o projeto, que já é insuficiente e que precisa ser encaminhado o mais brevemente possí­vel .

Editado por Sintrajujfe/RS; fonte: Luta Fenajufe Notí­cias, por Hélcio Duarte Filho

Atualizado em 5/4/2016, às 18h46min.