SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Sintrajufe/RS em Brasí­lia contra a reforma trabalhista: governo tenta manobrar, mas trabalhadores seguem resistindo

Em dia tenso em Brasí­lia, continua, até o momento do fechamento desta matéria, a resistência dos trabalhadores e de parlamentares contra a votação da reforma trabalhista no Senado. A intenção do governo de Michel Temer (PMDB) é votar e aprovar a reforma ainda hoje no Plenário da Casa, atacando direitos conquistados em décadas pelos trabalhadores.

O Sintrajufe/RS está representado em Brasí­lia nesta semana pelos diretores Rafael Scherer e João Jurinic, que estão acompanhando todo o desenrolar da votação e participando da pressão a parlamentares. Os dois estão atuando em conjunto com a direção e representantes da base do Sintrajud/SP e também com o presidente da Amatra IV, Rodrigo Trindade, com quem visitaram o gabinete do senador Lasier Martins (PDT). Em conversa com assessor de Lasier, foram informados de que o senador ainda está indeciso sobre seu voto. Por sua vez, outra senadora do Rio Grande do Sul, Ana Amélia Lemos, está convicta de votar contra os trabalhadores e a favor da reforma, como informou seu chefe de gabinete.

O ingresso no Senado foi difí­cil, mas há uma boa quantidade de sindicalistas presentes. Em meio à sessão que votaria a reforma, a mesa do Plenário foi ocupada pelas senadoras Gleisi Hoffmann (PT-PR), Lí­dice da Mata (PSB-BA), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Fátima Bezerra (PT-RN) e Regina Sousa (PT-PI), em uma tentativa de impedir a votação. O presidente do Senado, Euní­cio Oliveira (PMDB-CE), outro citado em delações da Lava-Jato, aliado de Temer, suspendeu a sessão e apagou as luzes.

Euní­cio tentou transferir a sessão para o Auditório Petrônio Portela, mas os sindicalistas presentes bloquearam a passagem. Tentaram, inclusive, ocupar o espaço, mas foram impedidos pela polí­cia legislativa, que chegou a apontar armas de choque para os manifestantes. O diretor do Sintrajufe/RS Rafael Scherer relata a situação no momento, meio da tarde desta terça: “Ao que tudo indica, conseguimos impedir a pretensão da base governista de transferir a sessão plenária para o auditório e votar a reforma trabalhista. As senadoras seguem firmes na mesa, e nós seguimos em frente ao auditório, apesar de estarmos sitiados pela polí­cia legislativa, que nos impede até de ir ao banheiro. Sem água, sem comida e sem poder ir ao banheiro, seguimos resistindo. Essa reforma não pode ser votada hoje”, defende.