SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Sintrajufe/RS participa de ato em apoio à greve dos petroleiros

Na manhã desta quarta-feira, o Sintrajufe/RS esteve mais uma vez presente nas principais lutas que têm sido construí­das pela classe trabalhadora no Brasil. Desta vez, uniu-se a um ato público de apoio aos trabalhadores petroleiros, que entraram em greve a partir da meia-noite. Na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, mesmo sob repressão policial, o Sintrajufe/RS defendeu uma vez mais os interesses dos trabalhadores brasileiros.

Os petroleiros entraram em greve em todo o paí­s contra a polí­tica de preços implementada na Petrobras pelo governo de Michel Temer (MDB), sob a gestão de Pedro Parente. Por isso, “Fora Temer” e “Fora Parente” também são motes do movimento grevista, que tem previsão de duração de 72 horas. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) publicara liminar declarando ilegal a greve, mas, até a manhã desta quarta, o sindicato da categoria no Rio Grande do Sul ainda não havia sido notificado da decisão.

Juntamente com trabalhadores de outras categorias, o Sintrajufe/RS chegou à Estação Petrobras do Trensurb por volta das 7h. O ato fora convocado por diversas centrais sindicais, que também estiveram presentes. Logo nos primeiros passos da caminhada rumo à Refap, os trabalhadores foram recebidos pela Brigada Militar com bombas de gás lacrimogêneo. Mesmo assim, seguiram a marcha de solidariedade.

Já em frente à Refap, foi realizado um ato conjunto, com falas de dirigentes sindicais, parlamentares e representantes de movimentos populares. O diretor Cristiano Moreira falou em nome do Sintrajufe/RS, exaltando a coragem e a disposição de luta dos presentes, em especial dos petroleiros: “A nossa solidariedade é fundamental em um momento como esse, em que atacam a mobilização”, disse. Defendeu, ainda, a constrção de uma greve geral para “colocar Pedro Parente para fora da Petrobras e Temer para fora do Palácio do Planalto”.

No final da manhã, o ato começou a dispersar-se, mas o piquete, a greve e a luta permanecem.