SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Sintrajufe/RS atua em Brasí­lia contra PEC que ataca serviços públicos; proposta pode ser votada ainda nesta segunda, 10

O Sintrajufe/RS está em Brasí­lia desde as primeiras horas da manhã desta segunda-feira, 10, somando-se a outras categorias na luta contra PEC 241/2016, que congela os investimentos públicos pelos próximos vinte anos. Mesmo com a mobilização, o cenário mais provável é a votação em primeiro turno da PEC, que pode ocorrer ainda nesta segunda.

 
 


 

Durante todo o dia, os representantes do Sintrajufe/RS têm conversado com parlamentares buscando barrar a votação da PEC. Porém, o governo insiste na votação ainda hoje. Após realizar, no domingo, uma festa para afagar os deputados da base, Michel Temer (PMDB) busca acelerar a aprovação da proposta: na parte da manhã, conseguiu a quebra de interstí­cio, derrubando a necessidade de duas sessões da Câmara dos Deputados após a aprovação na Comissão Especial para que a PEC fosse votada. Na primeira votação da sessão realizada nesta manhã, os deputados aprovaram por maioria votar a proposta de emenda constitucional sem respeitar as duas sessões de interstí­cio entre a aprovação na comissão especial e no Plenário. Foram 255 votos favoráveis, nove contrários e uma abstenção. A quebra foi solicitada pelo lí­der do governo de Michel Temer na Câmara, André Moura (PSC-SE).
 
 

 

 

 
Os servidores do Judiciário Federal no Rio Grande do Sul estão representados em Brasí­lia pelos diretores Camila Breda e Rafael Scherer, além do colega Eduardo Dutra (JF Novo Hamburgo). Para Rafael, “algumas categorias e parlamentares estão tentando fazer uma resistência heróica contra a PEC”, mas a tendência é de aprovação em primeiro turno ainda esta semana. “A PEC afeta os servidores, que poderão ter seus salários congelados por duas décadas. Mas também prejudica a população em geral, que necessita dos serviços públicos, cujos recursos serão cada vez mais escassos”, afirma o diretor. Camila concorda: “o governo está articulado, inclusive para o que vem depois da PEC, como a reforma da Previdência”. Isso porque em entrevista no iní­cio da tarde, o relator da PEC na Comissão Especial, deputado Darcí­sio Perondi (PMDB-RS), afirmou que a PEC 241 e a reforma da Previdência são complementares, que “uma não se sustenta sem a outra”.