
Em 2013, em meio às grandes mobilizações que tomaram as ruas de todo o Brasil, a repressão esteve à solta. Além da violência policial que marcou os protestos em diversas partes do país, também a perseguição judicial aos ativistas ocorreu e segue tendo desdobramentos. Seis ativistas que tiveram protagonismo nas ruas de Porto Alegre em junho de 2013 estão sendo processados, em caso que terá nova audiência no dia 20 de junho, próxima terça-feira.
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Alfeu Neto, Gilian Cidade, Lucas Maróstica, Matheus Gomes, Rodrigo Brizolla e Vicente Mertz foram denunciados pelo Ministério Público em um inquérito confuso, sem qualquer prova contra os acusados e tendo como principais fontes um policial militar e um jornalista mais tarde demitido pela Rádio Gaúcha. A denúncia do MP foi aceita, e as penas, somadas, podem chegar a vinte anos de prisão.
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Recentemente, foi lançado um manifesto em defesa da absolvição dos ativistas. O Sintrajufe/RS, assim como outras entidades que compõem o Fórum Gaúcho em Defesa da Previdência, assinou o manifesto. O entendimento do sindicato é de que o direito à manifestação deve ser garantido e que o Judiciário não pode ser usado para tolhir a possibilidade de mobilização e protesto. É necessário repudiar e conter todo tipo de ataque á democracia e ao direito a lutar nas ruas, muitas vezes exercido inclusive pelos trabalhadores do Judiciário, como nas mobilizações em Porto Alegre e em Brasília contra as reformas, sendo que em algumas delas colegas nossos também sofreram com violência policial. O ataque ao direito de um é ataque ao direito de todos.









