Na assembleia geral estadual realizada na última quinta-feira, 11, que definiu a manutenção da greve do Judiciário Federal no Rio Grande do Sul, os servidores aprovaram também uma moção de repúdio ao incêndio criminoso no CTG Sentinelas do Planalto, em Livramento. O CTG e o patrão do Centro vinham sendo alvos de ameaças por conta de um casamento coletivo com a participação de um casal homoafetivo marcado para ser realizado no local no próximo sábado.
Em julho, o patrão do CTG, Gilbert Gisler, registrou na DP ameaça feita através de um telefonema anônimo advertindo que a entidade seria incendiada caso não suspendesse a cerimônia, que na época, contaria com a presença de quatro casais homoafetivos. Gisler chegou a receber ameaças de morte por telefone e reforçou sua segurança pessoal.
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Com a polêmica e repercussão gerada pela realização do casamento no interior de um CTG, três casais decidiram suspender ou adiar o compromisso. O único casal que permaneceu com a intenção de realizar a comunhão de forma legal é composto por duas mulheres, uma de 24 e outra de 26 anos. Apesar de garantirem não ter sofrido qualquer tipo de ameaça, elas estavam sob proteção policial a pedido da Justiça.
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A polícia está buscando os responsáveis pelo incêndio e, conforme a esposa do patrão do CTG afirmou ao jornal Correio do Povo, cerca de 100 pessoas trabalham ininterruptamente na reconstrução do local.
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O incêndio é mais um dos inúmeros casos de agressões homofóbicas que têm acontecido no Brasil, muitos deles com consequências ainda mais graves, configurando-se também como uma nova concretização violenta de preconceito e intolerância. O Sintrajufe/RS, portanto, repudia o ocorrido e manifesta seu apreço pelo respeito à diversidade.
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Sintrajufe/RS, com Sul 21 e Correio do Povo.








