Profissionais da área de saúde mental afirmam que uma das principais formas de combater o suicídio é conversar, acolher, ouvir e estar atento aos sinais. Para que isso aconteça, é importante não prejulgar e desfazer-se de preconceitos e mitos que rondam o assunto.
De acordo com o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde, o suicídio é um problema de saúde pública. Entre 800 mil e 1 milhão de pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo, sendo cerca de 10 mil ao ano no Brasil (1 morte a cada 45 minutos). No Brasil, de cada 100 pessoas, 17 já pensaram em se suicidar; 5 planejaram como fazer e 3 efetivamente tentaram. Entre pessoas jovens, chega a ser a segunda maior causa de morte registrada.
Falar sobre o assunto é um tabu. Por questões religiosas, morais e culturais, o suicídio é um tema ainda encoberto por medo e vergonha, algo de que não se fala abertamente. Aqui listam-se alguns dos mitos sobre o assunto:
1. O suicídio é uma decisão individual, já que cada um tem seu livre arbítrioFALSO: quase sempre, a pessoa que tenta o suicídio está passando por um sofrimento psíquico muito grave, necessitando de apoio social e acompanhamento de saúde.
2. Quando alguém pensa em suicídio, corre risco para sempreFALSO: um acompanhamento de saúde eficaz e/ou uma rede de apoio social pode resolver esse problema.
3. Quem ameaça se matar não cometerá suicídio, quer apenas chamar a atençãoFALSO: a maioria das pessoas que se suicidam fala sobre ou dá sinais de sua intenção semanas ou dias antes de efetivar o ato.
4. Quando a pessoa dá sinais de melhora depois de uma tentativa de suicídio, ela não corre mais riscoFALSO: o período imediatamente posterior à tentativa é o que merece maior atenção e é quando a rede de apoio e atenção à saúde deve estar mais próxima da pessoa.
5. Falar sobre suicídio aumenta o riscoFALSO: pelo contrário, falar sobre o assunto pode aliviar a tensão e a angústia de quem está passando por isso.
6. A mídia não deve tocar no assunto suicídioFALSO: é fundamental que a população conheça, saiba perceber os sinais e onde buscar ajuda. A mídia tem a obrigação social de tratar do assunto, mas buscando sempre uma abordagem adequada.
Sintrajufe/RS, com informações de Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde, Associação Brasileira de Saúde Mental e Associação Brasileira de Psiquiatria.









