Indignação e desejo de justiça. Esses foram alguns dos sentimentos que moveram os servidores que se reuniram na sede da Fenajufe, na noite seguinte à sessão da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal (CAE), a apontar os indicativos de greve e de caravana a Brasília para pressionar os senadores a aprovar os projetos salariais do Judiciário Federal e do MPU. Os relatórios exigidos pela CAE para votar o projeto já estão reunidos no Supremo Tribunal Federal (STF), de acordo com o diretor-geral do Supremo, Amarildo Vieira64 órgãos do Judiciário encaminharam as planilhas na quinta-feira, 23).
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A pressão das delegações estaduais e da direção da Fenajufe sobre os parlamentares, nesta última semana de junho, começa na segunda e deve ganhar força no Senado no dia seguinte, quando está prevista nova sessão da CAEque já está confirmada. A Fenajufe indica também aos sindicatos que convoquem mobilizem a categoria e convoquem atos nos estados. O Rio Grande do Sul enviará uma caravana à capital federal na terça-feira.
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Não será somente sobre os senadores e o governo, porém, que os servidores pretendem mirar a indignação coletiva. O Supremo Tribunal Federal também será alvo. Haverá vigília em frente STF na segunda-feira, a partir das 18 horas. Os trabalhadores pretendem pressionar os ministros e o presidente do tribunal, Ricardo Lewandowski. E querem saber o que levou o Supremo a cometer descuido básicoa não apresentação do impacto orçamentário do reajustee que levou o relator do projeto, Jorge Viana (PT-AC), a dar parecer sob medida para que se pedisse vista e adiasse a votação.
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A Fenajufe enviou às entidades filiadas convocatória para reunião da direção nacional, com participação de todos os dirigentes da federação (titulares e suplentes) e um representante por sindicatoa chamada “ampliadinha”. O documento, assinado por dez dos 17 coordenadores da federação, diz que a reunião ocorrerá na terça-feira após o encerramento dos trabalhos no Congresso Nacional. A pauta da reunião é a luta pela aprovação dos projetos salariais.
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Segundo o diretor do Sintrajufe/RS e coordenador da Fenajufe Cristiano Moreira, que participou da reunião e acompanhou a sessão na CAE, todos os esforços da federação e dos sindicatos nesse momento devem estar voltados para assegurar a aprovação dos projetos ainda em junho. O operativo que está sendo posto em prática busca forçar o Senado a na terça-feira, 28, votar o PLC 29/2016, do Judiciário, na CAE e, no mesmo dia, encaminhá-lo sob regime de urgência para votação no Plenário. O projeto referente aos servidores do MPU, o PLC 26/2016, já passou pela CAE, mas não teve requerimento de urgência aprovado, o que também será pleiteado.
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A princípio, todos os tribunais já teriam enviado ao STF informações solicitadas para que sejam preparados os documentos com o impacto financeiro no orçamento deste e dos próximos dois anos, além da certificação de que não se extrapolará o limite de gastos com pessoal em nenhum dos órgãos do Judiciário Federal. Na Procuradoria-Geral da União esses dados já estariam prontos para serem enviados à CAE. A falta desses cálculos levou o relator petista a não indicar a aprovação sem condicionantes do PLC 29/2016não foi explicado, porém, porque esses anexos não foram solicitados antes, já que a Lei de Responsabilidade Fiscal dá essa prerrogativa formal ao presidente da comissão.
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Veja, a seguir, as propostas debatidas e encaminhadas na reunião realizada na sede da federação logo após a sessão da CAE, na terça-feira, 21:
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– Envio de todos os dirigentes da Fenajufe (titulares e suplentes) a Brasília-DF na próxima segunda-feira , 27, para atuar nas frentes de pressão no Senado e STF;
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– Envio de caravanas a Brasília, a partir da segunda-feira, 27;
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– Indicativo de ato público na segunda-feira, 27, em Brasília (vigília no STF a partir das 18h) e nos estados, incluindo paralisações;
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– Indicativo aos estados de imediata entrada em estado de greve;
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– Indicativo de greve aos estados, na hipótese de projetos não serem aprovados na terça-feira, 28;
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– Nota pública da Fenajufe sobre desdobramentos da campanha salarial, explicitando o erro do STF e desatrelamento do PLC 29/2016, do projeto que reajusta o subsídio dos magistrados;
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– Lançamento da campanha Não Somos Todos Juízes ;
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– Forte campanha na imprensa de esclarecimentos e defesa da aprovação dos projetos de reposição salarial;
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– Convocação da reunião ampliadinha terça-feira, 28;
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– Intervenção junto às administrações dos tribunais para acompanhamento do preenchimento das planilhas enviadas pelo STF;
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– Indicativo de instauração da Comissão de Ética para avaliação da conduta dos dirigentes da Fenajufe que impediram a vinda dos demais diretores ao DF, no caso de reiteração de tal postura.
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Participaram da reunião os coordenadores da Fenajufe Adilson Rodrigues, Adriana Faria, Costa Neto, Cristiano Moreira, Elcimara Sousa, Erlon Sampaio, Gerardo Lima, Marcelo Melo, Marcos Santos e Rodrigo Carvalho. Pelos estados, presença registrada de Sindjufe/BA, Sinje/CE, Sindissétima/CE, Sindjus/DF, Sinpojufes/ES, Sitraemg/MG, Sindijufe/MT, Sindjuf/PA-AP, Sintrajuf/PE, Sintrajufe/PI, Sinjuspar/PR, Sinjutra/PR, Sintrajurn/RN, Sintrajufe/RS, Sintrajusc/SC e Sintrajud/SP.
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Editado por Sintrajufe/RS; fonte: LutaFenajufe Notícias, por Hélcio Duarte Filho.









