Na quarta-feira, 14, um dia depois da marcha que levou mais de 10 mil trabalhadores e estudantes a Brasília, servidores públicos ratificaram a decisão de prosseguir na construção de uma luta unificada. Duas datas para mobilizações ainda em setembro foram referendadas na reunião ampliada do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe): os dias 22 e 29, como parte do movimento nacional que tenta deter as reformas e os projetos do governo de Michel Temer (PMDB) que ameaçam direitos trabalhistas e previdenciários e podem se constituir no mais duro ataque aos serviços públicos das últimas décadas.
Cerca de mil servidores participaram do fórum, cuja atuação é feita por consensonão há votações para definição de propostas. As mobilizações nesses dois dias, com atos públicos, paralisações e outras atividades, têm ainda o objetivo de ajudar a preparar o caminho para a construção de uma greve geral no Brasil, que envolva também setores da iniciativa privada e movimentos sociais.
Unidade e greve
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Pela primeira vez, o Fórum dos Servidores apontou um período para a possível convocação da greve geral, que vai da segunda quinzena de outubro à primeira de novembro. As datas escolhidas devem-se a construções que já vinham sendo encaminhadas por setores do funcionalismo e de trabalhadores da iniciativa privada. O dia 22 era articulado nos serviços públicos, enquanto o dia 29 é a data apontada por entidades sindicais dos metalúrgicos para uma paralisação nacional contra os projetos e as políticas do contestado governo Temer.
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A busca da unidade em torno de demandas comuns e da rejeição ao pacote de medidas que o governo tentar impor foi uma constatação presente em toda a jornada nacional de mobilizações promovida pelo funcionalismo de 12 a 14 de setembro. “Precisamos pontuar a unidade dos trabalhadores, temos companheiros aqui da esfera municipal, estadual e federal. O Temer conseguiu juntar todo mundo, esse é o legado desse governo temerário: a unidade é que vai barrar esses ataques que estão preparados para o próximo período”, disse a servidora aposentada Maria Helena, da direção do Sintrajud/SP.
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Para a professora Eblin Farage, presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), a jornada de manifestações e a marcha a Brasília mostraram que essa unidade não só é possível, como pode dar bons frutos. “A marcha mostrou a capacidade que as organizações da classe trabalhadora têm de construir lindos atos unitários, apesar das nossas diferenças”, disse, observando que a greve geral é necessária e precisa ser construída.
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Editado por Sintrajufe/RS; fonte: Luta Fenajufe Notícias, por Hélcio Duarte Filho
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