Dirigentes da Fenajufe e de sindicatos estaduais promoveram um verdadeiro “cerco” a senadores ao longo da quarta-feira, 15, no Senado Federal, em Brasília. Obtiveram um tento favorável por volta da metade do dia: a aprovação dos projetos que reajustam os salários de servidores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado (CCJ). E, embora não tenham conseguido que o requerimento de urgência fosse votado na mesma sessão, o que eliminaria a exigência deles passarem pelas demais comissões, arrancaram compromissos de dois senadores com influência nas decisões no Congresso Nacional e do governo interinoEunicio Oliveira (PMDB-CE) e Renan Calheiros (PMDB-AL). Do primeiro, o de levar os projetos ao plenário na semana de 20 a 24 de junho; do segundo, o de colocá-los em votação caso as urgências sejam requeridas.
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O dia corrido e cansativo para os servidores que se empenham nos corredores e gabinetes do Legislativo para que os projetos avancem, foi avaliado, ao final da jornada, como de resultados positivos. Isso apesar de as propostas terem sido encaminhadas para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), terreno considerado mais hostil aos servidores e, principalmente, uma etapa que, se não for célere, pode inviabilizar a aprovação das matérias em junho.
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A última conversa foi com Renan Calheiros, presidente do Senado, já à noite. Encontro assim narrado nas redes sociais pelo diretor do Sintrajufe/RS e da Fenajufe Cristiano Moreira, que está em Brasília desde o início da semana: Pessoal, encerramos agora os trabalhos de hoje no Senado. Conversamos com Renan Calheiros. Relatamos conversa anterior com Eunício Oliveira, líder do PMDB, e seu compromisso de levar projetos de reposição do Judiciário e MPU ao plenário semana que vem. Salientamos nossa preocupação com votação imediata, a fim de receber a parcela do mês de junho. Renan afirmou que, uma vez recebido o requerimento de urgência, levaria à votação no Senado . O dirigente sindical prevê mais um dia acelerado no Congresso Nacional nesta quinta-feira, 16: Falamos com diversos senadores ao longo do dia e na quinta vamos seguir esse trabalho, priorizando líderes e membros da CAE. Se depender de nosso esforço, essa reposição não passará da semana que vem , disse.
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Cristiano também conversou com um dos senadores do Rio Grande do Sul, Lasier Martins (PDT), que prometeu apoio aos projetos do Judiciário e do MPU. Os senadores Ana Amélia Lemos (PP-RS) e Paulo Paim (PT-RS) também manifestaram ao Sintrajufe/RS o apoio à aprovação.
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A atenção está voltada agora para a CAE, mas a intenção é retirar os projetos o mais rápido possível de lá. Segundo Adilson, a presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, Gleisi Hoffman (PT-PR), disse aos servidores que apoiará a aprovação dos projetos e prometeu conversar com o senador Raimundo Lira (PMDB-PB), vice-presidente da CAE, para que se assegure a convocação de uma sessão da comissão na manhã de terça-feira (21), data em que a senadora estará impossibilitada de presidi-la. A preocupação dos servidores, neste caso, é que Lira é presidente da comissão que analisa o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), cujas sessões tem se estendido ao longo dos dias. Havia, ainda, cautela sobre como Gleisi Hoffman reagiria, já que a senadora criticou a aprovação pelo Plenário da Câmara dos projetos salariais do funcionalismo.
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A intenção é fazer com que já na próxima sessão a Comissão de Assuntos Econômicos aprove os requerimentos de urgência para que as propostas possam ser votadas direto no Plenário do Senado e, daí, serem encaminhadas para a sanção presidencial. Outra frente de atuação prioritária, já que não há segurança sobre o que ocorrerá na CAE, é colher assinaturas de senadores para que os requerimentos de urgência, já apresentados pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) sejam levados ao Plenário, onde seriam apreciados pelos parlamentares. São necessárias 54 assinaturas para que isso ocorra.
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Essa perspectiva foi tratada na conversa com o líder do PMDB. Eunicio Oliveira, no entanto, sinalizou que prefere que o requerimento seja aprovado na CAE e disse que orientará a bancada de senadores pemedebistas a votar nesse sentido. Mas se comprometeu a defender a aprovação dos requerimentos direto no Plenário caso não haja sessão na comissão.
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Nesta quinta-feira, 16, portanto, a pressão estará voltada para os senadores que integram a CAE. Os servidores têm pressa em aprovar logo os reajustesque não repõem as perdas dos últimos dez anos, mas quebram o congelamento salarial. Isso se deve tanto pela dimensão da corrosão salarial, quanto pela preocupação com a conjuntura política instável do país. Outro aspecto da questão é que a não aprovação do projeto em junho levaria pelo menos à perda do pagamento de um mês dos valores referentes à primeira parcela. Na versão atual das propostas, todos os recursos previstos para pagar o reajuste desde janeiro de 2016 são assegurados ao serem diluídos nos meses que restam do ano.
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Editado por Sintrajufe/RS; fonte: LutaFenajufe Notícias, por Hélcio Duarte Filho.









