Em assembleia geral no dia 1º de junho, os servidores do STF elegeram uma comissão para elaborar uma proposta, enviada ao presidente do tribunal, ministro Joaquim Barbosa, na qual solicitam a criação de uma carreira própria para o quadro de pessoal do Supremo. Em sua justificativa, os colegas afirmam que o tema saiu da informalidade e passou a ser tratado pelos servidores como proposta principal para o problema da desvalorização da carreira judiciária , ou seja, resolveram cuidar de seus problemas no particular, o que aparentemente é mais fácil do que discutir coletivamente com os servidores do Judiciário Federal em seu conjunto.
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Esta falta de solidariedade, estranha ao funcionalismo público e aos servidores do Judiciário Federal, típica de que sem se preocupa apenas com o seu umbigo, tem uma matriz. Esta postura divisionista segue a linha estimulada por setores da categoria, como entidades que defenderam o subsídio, tempos atrás (por exemplo, as tais Anata e Anajus) enquanto a maioria, conforme deliberação de suas instâncias, lutava pelo PL 6.613.
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O caso nos remete a um poema de Bertolt Brecht, que fala de uma pessoa que não se preocupava com o que acontecia com os outros à sua volta, pois ela não era um deles. No entanto, quando essa pessoa precisou de auxílio, ninguém se preocupou com ela. É o que acontece com entidades e grupos que nunca apoiam os demais: nunca recebem ou receberão apoio. Não existe luta solitária. Os trabalhadores só conquistam quando se apoiam mutuamente; não será com a divisão da categoria que seremos mais fortes.
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