O silêncio do Supremo Tribunal Federal (STF) diante do anúncio do governo de que pretende vetar o projeto salarial do Judiciário vêm sendo motivo de duros questionamentos pelos servidores nas assembleias de greve nos estados. Desde a aprovação do PLC 28/2015, o STF não se posicionou sobre o possível veto, não fez a defesa da sanção e nem informou se estaria negociando algo com o Palácio do Planalto.
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É uma vergonha e constrangedor que o STF tenha se calado até agora com o governo anunciando que vai vetar o projeto , criticou o diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira. Será a primeira vez na República que o governo vai vetar um projeto de outro poder e não vai acontecer nada? , questionou. A presidente Dilma Rousseff (PT) tem até o dia 21 de julho para sancionar ou vetar, integral ou parcialmente, o PLC 28/2015.
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Notícia divulgada pelo jornal O Globo e confirmada por fonte do próprio Supremo e pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, revela que o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, teria se encontrado com a presidente da República, Dilma Rousseff (PT), durante uma passagem dela em Lisboa, capital de Portugal. O presidente da corte está na Europa por conta de um encontro da área jurídica. Segundo declaração de Cardoso, que participou da conversa, o tema tratado teria sido o reajuste salarial dos servidores do Judiciário Federal.
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Não há, porém, mais informações sobre o resultado da reunião. Até o momento o Supremo não respondeu à solicitação de audiência protocolada pela Fenajufe. O diretor-geral do STF, Amarildo Vieira, informou que está de fériasnotícia recebida com surpresa pelos servidores diante da gravidade do momento.
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Planejamento
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Há poucos dias, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse a jornalistas que as negociações prosseguiam e que a intenção do governo era chegar a um acordo antes do possível veto. As declarações foram dadas durante a visita da presidente Dilma e sua comitiva aos Estados Unidos.
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Para o servidor Fred Barbosa, dirigente do sindicato da Bahia (Sindjufe-BA), ao se calar, o Supremo parece revelar o que se pretendia com os sucessivos pedidos de mais prazos para as negociações de algo que já tramita, no seu conteúdo, há seis anos no legislativo. O silêncio do STF é um indício de que o desejo era manter a enrolação indefinidamente, nos empurrar para as cordas em agosto e fechar o orçamento unilateralmente, já vimos este filme , disse.
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Cobrança
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Coordenador da Fenajufe e servidor da JF de Santos (SP), Adilson Rodrigues considera inadmissível e um erro a postura do Supremo após a aprovação do projeto no Senadoocorrida sob intensa pressão da categoria, que defendeu a votação do projeto na íntegra em todas as assembleias nos estados e no Comando Nacional de Greve. Nenhum tribunal superior dignou-se sequer a publicar nota sobre a aprovação do PLC e a importância de sua sanção. Estamos cobrando o fim do silêncio e da omissão do STF e dos tribunais , disse.
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Segundo Adilson, documento solicitando apoio ao reajuste e à sanção estão sendo entregues pela Fenajufe aos ministros dos tribunais superiores. Gilmar Mendes acatou o pedido e já nos retornou informando que falou com o vice-presidente Michel Temer e o presidente da Câmara Eduardo Cunha, pedindo apoio à sanção , relatou, ressaltando que foi Gilmar Mendes, inclusive, quem enviou o projeto original ao Congresso em 2009.
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Editado por Sintrajufe/RS; fonte: LutaFenajufe Notícias, por Hélcio Duarte Filho.









