Em assembleia geral realizada na manhã do dia 31 de julho, os servidores administrativos da Polícia Federal lotados no Distrito Federal decidiram subir o tom contra o governo e paralisar as atividades na próxima quinta-feira, 7. As principais reivindicações são a retomada das negociações sobre a reestruturação da carreira e a recomposição da força de trabalho da categoria.
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Durante a assembleia, o Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (Sinpecpf) voltou a protestar contra o descaso dos diretores do órgão. A categoria lembrou os sucessivos atrasos do Concurso de Remoções, que contrastam com o grande número de remoções de ofício pagas a policiais federais nos últimos anos.
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A proibição do uso do emblema também foi lembrada. Colegas citaram constrangimentos ocorridos em operações durante a Copa do Mundo, quando foram proibidos de utilizar roupas identificatórias pelas chefias. Somos tão parte da Polícia Federal quanto os policiais , protestou a suplente da diretoria Jacqueline Rodrigues.
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Outro motivo de indignação é a cessão de funcionários da Infraero para a Polícia Federal. O sindicato apurou que o acordo com a Infraero foi costurado pelo Ministério da Justiça visando aplacar a carência de pessoal. Os recursos para o pagamento desses funcionários estão vindo da própria PF e poderiam ser melhor empregados caso fossem investidos na capacitação dos atuais servidores ou na realização de novos concursos.
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Diante da falta de ações do governo federal e da direção da Polícia Federal para solucionarem os problemas, a categoria não teve dúvidas e optou pela paralisação na próxima quinta-feira, 7. Entre as ações previstas está uma marcha até o Ministério do Planejamento. Com a marcha, o sindicato espera ser recebido por representante do ministério para entregar pauta de reivindicações:
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¢ Nomeação dos aprovados no concurso para o Plano Especial de Cargos da Polícia Federal homologado em junho;
¢ Convocação dos excedentes do mesmo concurso a fim de suprir a enorme carência de servidores;
¢ Fim do tratamento discriminatório para com a categoria (proibição do uso do emblema; proibições de participação em recrutamentos para setores administrativos; assédio moral; etc.);
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¢ Início do processo de remoção dos servidores contemplados nos Concursos de Remoção abertos para a categoria;
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¢ Retomada das negociações relativas à reestruturação da carreira e da modernização das atribuições;
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¢ Implementação da indenização de fronteira;
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¢ Projeto de lei garantindo a isonomia no recebimento da Gratificação de Desempenho (GDATPF) pelos aposentados.
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Editado por Sintrajufe/RS; fonte: Sinpecpf








