SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Serviço da dí­vida pública consome quase metade do orçamento da União de 2017

 

Foi sancionado nesta terça-feira, 10, pela Presidência da República, o orçamento da União para 2017. A sanção foi feita pelo presidente em exercí­cio, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e prevê que quase metade do orçamento seja destinado ao pagamento de despesas da dí­vida pública.

 

Aprovado no mês passado pelo Congresso, o orçamento fixa os gastos federais em R$ 3,5 trilhões. Destes, R$ 1,7 trilhão será destinado ao pagamento de juros e amortização da dí­vida pública. A despesa com pessoal da União ( Executivo, Legislativo e Judiciário), por outro lado, será de R$ 306,9 bilhões, menos de um quinto do que será gasto com as despesas da dí­vida.

 
A situação reforça a necessidade de uma auditoria da dí­vida pública como única forma efetiva de sanar as contas públicas. Com a manutenção do pagamento da dí­vida sem qualquer auditoria, o Estado segue voltado apenas para enriquecer os beneficiários da dí­vidabanqueiros e rentistas. Enquanto isso, no final do ano passado o governo de Michel Temer (PMDB) conseguiu aprovar a PEC 55, que congela os investimentos públicos pelos próximos vinte anos. O pagamento da dí­vida pública, porém, segue sem qualquer limite, mesmo que o preço seja o sucateamento de serviços essenciais ao povo brasileiro, como a saúde, a educação e a segurança. A PEC 55 foi promulgada pelo Congresso Nacional no ano passado como Emenda Constitucional Nº 95/2016.

 
Para o diretor do Sintrajufe/RS Rafael Scherer, no orçamento fica claro que os argumentos que o governo utilizou para aprovar a PEC 55 não passaram de um engodo. Para os trabalhadores e para os pobres, que necessitam dos serviços públicos, a desculpa do governo é de que o paí­s está quebrado. Mas para os banqueiros e rentistas sempre sobra dinheiro. Para esses últimos, a PEC 55 não impõe limite de despesas. Essa mesma falácia do “paí­s quebrado” está sendo utilizada pelo governo para tentar aprovar a reforma da previdência. Todos sabemos que o chamado “rombo da previdência” não existe, pois a seguridade social no Brasil é uma superavitária. O problema é que o governo desvia boa parte dos recursos que deveriam ser destinados à seguridade para o serviço da dí­vida por meio da DRU (Desvinculação das Receitas da União). Esse governo mentiroso está levando o paí­s para o caos. Em 2017 o Brasil precisa derrotar esses ataques por meio da construção de uma grande greve geral.