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Dirigentes da Fenajufe cobraram do Supremo Tribunal Federal retorno sobre a possível contraproposta que seria apresentada pelo governo para o projeto de reposição salarial dos servidores do Judiciário Federal. Até o início da noite desta sexta-feira, 17, a Direção-Geral do tribunal não havia dado retorno à federação nem marcado nova reunião com os servidores.
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Durante a semana, muita informação sem fonte confiável circulou na categoria. Nada foi confirmado até aqui. Não há, até agora, contraproposta do governo para os projetos salariais. Alguns sindicatos divulgaram que a reunião entre o Ministério do Planejamento e a Direção-Geral do STF, prevista para esses dias, teria ficado para a semana que começa no dia 20, que terá os últimos dias úteis antes das eleições de domingo, 26. O secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, disse ao servidor Antônio Melquíades, dirigente do Sintrajud/SP, que está tentando viabilizar uma reunião com a direção do STF para antes do segundo turno, mas que isso não estava confirmado. O secretário designado pelo governo para negociar com o Poder Judiciário informou ao servidor, por telefone, que não há resposta ainda sobre os projetos salariais, que estariam sendo analisados.
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Atos e paralisações
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O que está confirmado é que a categoria manterá a pressão nesta reta final do processo eleitoral. A proposta de calendário aprovada na direção da federação, com base nas assembleias e iniciativas estaduais, prevê novas manifestações e paralisações para o dia 22, quarta-feira. A Fenajufe está convocando para um ato nacional na Praça dos Três Poderes, e o Sintrajufe/RS enviará representantes. O sindicato fará nova paralisação, com ato público, no dia 23, quinta-feira, às 14h, em frente ao Anexo da JE.
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No dia 15, também uma quarta, houve protestos em pelo menos oito estados do país, numa área que abrange cerca de 65% do eleitorado nacional. O RS fez um grande ato público na Justiça Federal e cidades do interior, comoNovo Hamburgo, também pararam.
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Os servidores do TSE e do TRE de Brasília fizeram ato em frente ao tribunal e enfrentaram, assim, as ameaças da administração e a liminar que proibiu o direito constitucional de greve. Eles aprovaram novas manifestações na quarta e no próprio domingo da eleição, 26, esticando ao máximo a pressão antes do segundo turno. Foi uma boa mobilização, que reuniu cerca de cem servidores, ainda mais levando em consideração a liminar, que foi publicada na intranet do tribunal para amedrontar as pessoas , disse Eugênia Lacerda, coordenadora da Fenajufe e servidora do TSE. Â
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Pressão incomoda
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Também houve manifestações, além de Brasília, onde ocorreu ainda um ato em frente ao Palácio do Planalto, no Rio Grande do Sul, em Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Salvador (BA), São Luiz e Cuiabá (MT), entre outros locais. A falta de respostas do STF desagrada aos servidores. O presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, havia incumbido a Direção-Geral do tribunal de manter contato com a federação e informar os servidores sobre os desdobramentos das negociações, o que não aconteceu. Â
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A mobilização dos servidores a poucos dias das eleições incomoda. É o que se depreende das reações da cúpula do Judiciário, que vem tentando proibir as paralisações e greves com decisões judiciais que negam um direito constitucional.
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“O governo busca enrolar a categoria até as eleições, algo semelhante com o que fez em 2010. Não vamos cair nessa conversa. A categoria precisa fazer uso do poder de pressão que possui nesse período e exigir a apresentação de proposta e o avanço nas negociações. No dia 23, todos ao ato público em frente ao Anexo da Justiça Eleitoral”, afirma o diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira. É a última chamada antes do término das eleições para exigir do governo Dilma (PT) e do STF ao menos a reposição das perdas salariais acumuladas ao longo de oito longos anos.
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Com informações de Hélcio Duarte Filho, LutaFenajufe Notícias








