SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Sem respostas, servidores preparam mais protestos a uma semana do 2º turno; Sintrajufe/RS convoca para paralisação e ato público dia 23

 

 
Dirigentes da Fenajufe cobraram do Supremo Tribunal Federal retorno sobre a possí­vel contraproposta que seria apresentada pelo governo para o projeto de reposição salarial dos servidores do Judiciário Federal. Até o iní­cio da noite desta sexta-feira, 17, a Direção-Geral do tribunal não havia dado retorno à federação nem marcado nova reunião com os servidores.

 
 
Durante a semana, muita informação sem fonte confiável circulou na categoria. Nada foi confirmado até aqui. Não há, até agora, contraproposta do governo para os projetos salariais. Alguns sindicatos divulgaram que a reunião entre o Ministério do Planejamento e a Direção-Geral do STF, prevista para esses dias, teria ficado para a semana que começa no dia 20, que terá os últimos dias úteis antes das eleições de domingo, 26. O secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, disse ao servidor Antônio Melquí­ades, dirigente do Sintrajud/SP, que está tentando viabilizar uma reunião com a direção do STF para antes do segundo turno, mas que isso não estava confirmado. O secretário designado pelo governo para negociar com o Poder Judiciário informou ao servidor, por telefone, que não há resposta ainda sobre os projetos salariais, que estariam sendo analisados.
 
 
Atos e paralisações
 
 
O que está confirmado é que a categoria manterá a pressão nesta reta final do processo eleitoral. A proposta de calendário aprovada na direção da federação, com base nas assembleias e iniciativas estaduais, prevê novas manifestações e paralisações para o dia 22, quarta-feira. A Fenajufe está convocando para um ato nacional na Praça dos Três Poderes, e o Sintrajufe/RS enviará representantes. O sindicato fará nova paralisação, com ato público, no dia 23, quinta-feira, às 14h, em frente ao Anexo da JE.

 
No dia 15, também uma quarta, houve protestos em pelo menos oito estados do paí­s, numa área que abrange cerca de 65% do eleitorado nacional. O RS fez um grande ato público na Justiça Federal e cidades do interior, comoNovo Hamburgo, também pararam.
 
 
Os servidores do TSE e do TRE de Brasí­lia fizeram ato em frente ao tribunal e enfrentaram, assim, as ameaças da administração e a liminar que proibiu o direito constitucional de greve. Eles aprovaram novas manifestações na quarta e no próprio domingo da eleição, 26, esticando ao máximo a pressão antes do segundo turno. Foi uma boa mobilização, que reuniu cerca de cem servidores, ainda mais levando em consideração a liminar, que foi publicada na intranet do tribunal para amedrontar as pessoas , disse Eugênia Lacerda, coordenadora da Fenajufe e servidora do TSE.  
 
 
Pressão incomoda
 
 
Também houve manifestações, além de Brasí­lia, onde ocorreu ainda um ato em frente ao Palácio do Planalto, no Rio Grande do Sul, em Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Salvador (BA), São Luiz e Cuiabá (MT), entre outros locais. A falta de respostas do STF desagrada aos servidores. O presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, havia incumbido a Direção-Geral do tribunal de manter contato com a federação e informar os servidores sobre os desdobramentos das negociações, o que não aconteceu.  
 
 
A mobilização dos servidores a poucos dias das eleições incomoda. É o que se depreende das reações da cúpula do Judiciário, que vem tentando proibir as paralisações e greves com decisões judiciais que negam um direito constitucional.
 
 
“O governo busca enrolar a categoria até as eleições, algo semelhante com o que fez em 2010. Não vamos cair nessa conversa. A categoria precisa fazer uso do poder de pressão que possui nesse perí­odo e exigir a apresentação de proposta e o avanço nas negociações. No dia 23, todos ao ato público em frente ao Anexo da Justiça Eleitoral”, afirma o diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira. É a última chamada antes do término das eleições para exigir do governo Dilma (PT) e do STF ao menos a reposição das perdas salariais acumuladas ao longo de oito longos anos.
 

Com informações de Hélcio Duarte Filho, LutaFenajufe Notí­cias