SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Salário mí­nimo deveria ser 4,10 vezes maior, afirma Dieese

O Dieese divulgou nesta quinta-feira, 6, dados a respeito da cesta básica e do salário mí­nimo no Brasil e, especificamente, nas diversas capitais. Com base no custo da cesta e nas determinações da Constituição sobre o salário mí­nimo, a estimativa do Departamento é de que o mí­nimo deveria ser de R$ 2.967,07, o que representa 4,10 vezes mais do que o valor atual, que é de R$ 724,00.
 

O cálculo é feito a partir da determinação constitucional de que o salário mí­nimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua famí­lia com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, e considera o valor da cesta básica do mês referente ao cálculo. Em outubro, o valor da cesta básica representou 51,14% do salário mí­nimo, 49,19% em setembro de 2014 e 52,08% em outubro de 2013, explica o documento divulgado pelo Dieese.
 

Em relação ao valor da cesta básica, Porto Alegre foi a segunda capital onde houve maior alta (3,96%), atrás apenas de Curitiba (4,37%). A capital gaúcha tem a terceira cesta mais cara entre as capitais (R$ 340,63), atrás de Florianópolis (R$ 353,18) e São Paulo (R$ 341,04).
 

Em outubro de 2014, a Cesta Básica de Porto Alegre registrou variação de 3,96% passando de R$ 327,65 em setembro de 2014 para os atuais R$ 340,63. A taxa verificada em outubro de 2013 foi de 4,35%. No ano, a cesta está 3,48% mais cara e, nos últimos doze meses, registra variação de 4,85%. Entre os 13 produtos avaliados, 9 registraram alta em outubro, com o tomate subindo 28,35% em apenas um mês. No acumulado do ano, a alta geral foi de 3,48%, com a carne (10,24%), a banana (9,36%), e o tomate (9,03%) puxando a subida dos preços. Por outro lado, cinco itens ficaram mais baratos neste ano, com destaque para a batata (-43,02%), e o feijão (-10,64%).
 

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