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Mais de duas mil pessoas lotaram as ruas de Porto Alegre na tarde desta quinta-feira (5) para protestar contra o aumento da passagem de ônibus. O ato, organizado pelo Bloco de Lutas pelo Transporte Público, foi o primeiro deste ano e tem o objetivo de barrar a tentativa de reajustar a passagem de R$ 2,95 para R$ 3,49conforme pedido já protocolado pelas empresas nesta semana junto à prefeitura. O protesto teve momentos de grande carnavalização, com marchinhas antigas parodiadas, máscaras e adereços coloridos, em uma busca por reaproximar o Bloco da população da cidade.
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O ato
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Com concentração a partir das 17h na Praça Montevidéu, em frente à Prefeitura, a marcha teve início às 18h45, seguindo pela Avenida Borges de Medeiros em direção à Júlio de Castilhos. Os cartazes utilizados pelos manifestantes defendiam o passe livre e anunciavam: Não vai ter aumento . Outra faixa disparava contra o ajuste fiscal que está sendo promovido pelos governos municipal, estadual e federal: Ocupar as ruas contra o tarifaço de Dilma, Sartori e Fortunati .
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Os gritos mais entoados pelos manifestantes foram os já conhecidos entre os ativistas porto-alegrenses: Somos o povo e esse aumento nós vamos derrubar , Quem não pula quer aumento , Vem! Vem pra rua, vem! Contra o aumento! e Eu pago! Não deveria! Transporte público não é mercadoria! .
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Após passar pelo Camelódromo, o grupo seguiu pela Avenida Voluntários da Pátria e subiu a Rua Doutor Flores até a Avenida Salgado Filho, de onde tomou a Avenida Borges de Medeiros e desceu até o Largo Zumbi dos Palmares, onde o ato acabou se encerrando, pouco antes das 20h. De acordo com a organização do ato, cerca de três mil pessoas compareceram à manifestação. A EPTC estima que mil pessoas estiveram presentes.
 
Ao longo deste trajeto, foi comum observar moradores dos prédios residenciais saindo às janelas para apoiar a marcha. Até os funcionários de uma loja do Mc Donald™scompletamente cercada pela políciaforam até as janelas do segundo andar acenar para o protesto.
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A Brigada Militar, agora comandada pelo governo de José Ivo Sartori (PMDB), priorizou a defesa das agências bancárias que ficavam no caminho da manifestaçãoprática que também era comum durante a gestão de Tarso Genro (PT). Além de granadas de efeito moral e de gás lacrimogêneo, a polícia também acompanhou o protesto municiada com armas letais. O fato já foi confirmado em entrevista do comandante em exercício do 9º Batalhão à Rádio Guaíba. Foram 270 policiais envolvidos na ação. De acordo com ativistas, o número de “P2” (agentes do serviço de inteligência da Brigada Militar, que passam infiltrados, à paisana, junto à marcha) foi maior do que vinha acontecendo em atos anteriores. Mesmo assim, nenhuma ocorrência foi registrada. Antes do protesto, integrantes do Bloco procuraram adeptos da tática black bloc e explicaram a necessidade de manter a tranquilidade do ato para fortalecer o diálogo.
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O protesto terminou com dispersão pelo Largo Zumbi dos Palmares, na Cidade Baixa, onde os manifestantes realizaram atividades culturais e dispersaram. Tambores, pandeiros e bandas tocavam marchinhas de carnaval ao longo de todo o ato e também no encerramento.
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Próximas atividades
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Uma nova assembleia do Bloco de Luta irá ocorrer na segunda-feira (9), na sede do Sindicato dos Municipários (Simpa). Como o pedido de 18,3% de reajuste da passagem foi protocolado nesta semana pelas empresas de ônibus, a prefeitura ainda está fazendo os cálculos para decidir que percentual de aumento irá remeter para análise do Conselho Municipal de Transporte Urbano (Comtu). Após a votação do órgão, o prefeito José Fortunati (PDT) poderá vetar ou sancionar o reajuste.
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Editado por Sintrajufe/RS; fonte: Jornalismo B, por Samir Oliveira. Fotos: Alexandre Haubrich / Jornalismo B.








