O presidente da Câmara dos Deputados, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nessa quinta-feira, 7, que pretende pautar a reforma da Previdência na Câmara no mês de outubro. O anúncio deve servir para os trabalhadores reforçarem sua mobilização para impedir a aprovação da reforma. O dia 14 de setembro será um momento-chave nesse sentido.
Atualmente, a reforma se encontra parada na Câmara pelo fato de o governo não ter encontrado confiança para mandá-la a votação. Michel Temer (PMDB) precisa de três quintos dos votos em dois turnos para fazer a reforma passar pela Casa e ser enviada ao Senado. Em meio a subsequentes denúncias de corrupção e forte pressão popular, especialmente quando começam a aproximar-se as próximas eleições, o governo não tem garantia alguma de que, mesmo comprando a base parlamentar, conseguirá o número suficientes de votos.
Para manter essa desconfiança e forçar os deputados a se preocuparem com possíveis efeitos de uma aprovação tão antipopular e impopular, é necessário que os trabalhadores voltem a tomar as ruas para dar seu recado. É por isso que os trabalhadores do Judiciário Federal no Rio Grande do Sul entraram, na última semana, em estado de greve. Ao mesmo tempo, o Sintrajufe/RS aderiu ao chamado para uma grande paralisação de diversas categorias em todo o país no dia 14 de setembro. A categoria irá paralisar os trabalhos por 24 horas, construindo atividades de mobilização próprias e juntando-se a atos públicos unificados em Brasília e Porto Alegre.









