No final de janeiro, o PL, partido de Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, passou a ter um novo presidente em uma cidade do interior do Pará. Darci Alves Pereira assumiu a Presidência do partido em Medicilândia, município cujo nome homenageia o ditador Emílio Garrastazu Médici. Acontece que Darci é, confessadamente, o assassino do sindicalista Chico Mendes.
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Nas décadas de 1970 e 1980, Chico Mendes destacou-se internacionalmente como um dos mais importantes líderes sindicais, de defesa da Amazônia e da reforma agrária. Foi vereador pelo MDB e, na década de 1980, participou da fundação do PT, partido ao qual ficou filiado. Lutando por anos em defesa da formação de reservas extrativistas não predatórias, Chico Mendes assumiu a direção do Sindicato de Xapuri e esteve à frente da organização dos trabalhadores seringueiros.
Em 1988, aos 44 anos, Mendes foi assassinado com tiros de escopeta em sua casa, no Acre. O assassino, que confessou o crime, foi Darci Alves Pereira, cujo pai, Darly Alves da Silva, era grileiro nas terras da região. Em dezembro de 1990, ambos foram condenados a 19 anos de prisão. Em 1993, os dois fugiram da cadeia, sendo recapturados em 1996. Em 1999, Darcy ganhou o direito de cumprir o restante da pena em regime semi-aberto. Em janeiro de 2024, tornou-se presidente do PL em Medicilândia.

Após repercussão, PL recua
Desde que começou a circular nacionalmente, a informação sobre a chegada do assassino de Chico Mendes à Presidência do PL na cidade causou indignação e gerou forte repercussão negativa. Nessa terça-feira, 27, o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, recomendou ao presidente do PL do Pará, deputado federal Éder Mauro, o afastamento de Darcy, e, conforme o portal G1, ele foi destituído nesta quarta-feira, 28. Tanto Costa Neto quanto o secretário-geral do partido no estado, Rogério Barra, alegaram que não sabiam que Darcy era o mesmo homem que assassinou Chico Mendes.













