A assessoria do deputado federal João Dado (SDD-SP) confirmou que o projeto salarial referente aos servidores do Judiciário Federal (PL 6.613/09) está pautado para a sessão dessa quarta-feira (6) da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara (CFT) e que o parlamentar defenderá a sua aprovação. Porém, ressaltou que a posição do Planalto é contrária e que, por isso, o projeto deverá ser retirado de pauta pelo governo.
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Segundo ela, sendo retirado, o projeto poderá voltar à pauta nas próximas sessões, até que seja aprovado ou rejeitadosendo, neste último caso, arquivado. De acordo com a assessora, não há limite de vezes em que ele pode ser pautado nas sessões da comissão.
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Orçamento
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O parecer que está na CFT é favorável à aprovação do projeto, mas não leva em consideração o texto substitutivo entregue ao relator pelo então diretor-geral do Supremo Tribunal Federal, Miguel Fonsecajá substituído por Amarildo Oliveira, escolhido para o cargo pelo ministro Ricardo Lewandowski, futuro presidente do STF. O parecer de João Dado refere-se ainda ao texto original, anterior à lei que reajustou os salários em 15,8%, em três parcelas, arrancada na greve conjunta dos servidores federais de 2012.
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Também condiciona a eficácia da lei à inclusão de previsão de recursos para a proposta no orçamento de 2015. Não há acordo ou mesmo negociação, até agora, entre o STF e o governo sobre isso. Nos últimos três anos, a presidente Dilma Rousseff (PT) barrou a inclusão de recursos para a proposta na lei orçamentária, o que já havia sido feito pelo ex-presidente Lula em 2010. A pressão dos servidores pode fazer a diferença, com a greve nacional programada para o dia 14 de agosto.
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Greve e pressão sobre Lewandowski e Dilma
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Os servidores querem que o próximo presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que no momento exerce o cargo interinamente, defenda a proposta de texto substitutivo acordada entre tribunais superiores e a Fenajufe, na mesa instalada durante a greve passada.
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Para forçá-lo a assumir o projeto, a cobrar do governo a abertura de negociação e a exigir respeito à autonomia orçamentária entre os poderes, os trabalhadores preparam nova greve nacional para a segunda quinzena de agosto. Na quinta-feira, 7, haverá ato conjunto em Brasília, em frente ao Supremo. No Rio Grande do Sul haverá uma paralisação de 24 horas na próxima quinta-feira, 7, com ato público às 14h, e nova paralisação no dia 14, quando acontecerá uma assembleia geral para definir a continuidade do movimento.
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No Distrito Federal, os servidores decidiram parar já a partir do dia 6. Também já foi deflagrada a greve no Rio de Janeiro, que para a partir do dia 14. Ao mesmo tempo, assim como no Rio Grande do Sul, já há indicativo de greve em São Paulo, no Mato Grosso, no Rio Grande do Norte e na Bahia. Outros estados ainda deliberam, e devem se juntar à mobilização.
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Nova reunião ampliada da Fenajufe, no sábado, 9, debaterá o quadro nacional e os encaminhamentos para a greve.
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Editado por Sintrajufe/RS; fonte: Hélcio Duarte Filho, LutaFenajufe.








