
O jornal Folha de S. Paulo noticiou nesta terça-feira, 17, que Michel Temer caracterizou como “inegociável” a idade mínima de 65 anos na reforma da Previdência. De acordo com o jornal, o governo aceitaria negociar alguns pontos da proposta de reforma, mas não a idade mínima, que seria “fundamental para essa reforma”, segundo Temer.
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No final do ano passado, o governo enviou ao Congresso proposta que prevê, além da idade mínima de 65 anos para homens e mulheres, tempo de contribuição mínimo de 25 anos. Além disso, para receber a aposentadoria integral, o trabalhador terá, caso a proposta seja aprovada, que contribuir por 49 anos.
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Segundo a Folha, “o governo aceita negociar outros pontos polêmicos que já foram citados por líderes no Congresso como difíceis de serem aprovados. Entre eles, a desvinculação do Benefício de Prestação Continuada pago a pessoas com deficiência do reajuste do salário mínimo e a necessidade de contribuição de 49 anos para que o trabalhador receba o valor máximo da aposentadoria”.
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Diante da posição de Temer, mostra-se mais uma vez fundamental fortalecer a luta unitária dos trabalhadores contra a proposta. Apenas com muita mobilização será possível reverter o caminho que já levou à aprovação da PEC 55/2016, que congelou os investimentos públicos por vinte anos, e que tem ainda à frente a proposta de reforma trabalhista. Combater esse conjunto de medidas, todas com o mesmo sentido de retirada de direitos e de esfacelamento do Estado, é o dever de todo trabalhador brasileiro neste momento.









